02/11/2011 19:51 h Jerry West é um ícone do basquete mundial. Aliás, ele é "o ícone" e como vocês podem ver no logo que orna este editorial, é dele a imagem que a NBA utiliza como logo. Eu nem vou me prender muito à sua carreira como jogador de basquete. Citarei apenas a ponta do iceberg: Considerado um dos 50 melhores jogadores da NBA de todos os tempos, West (1,90m) foi um alinha que teve na sua carreira profissional as médias de 27 pts, 5,8 rebs e 6,7 asts por jogo. Levou a modesta West Virginia University à final da NCAA, conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Roma em 1960 (fomos bronze) e foi campeão da NBA em 1972. Denominado Mr. Clutch, porque sempre era dele a última bola, foi muito bom na defesa também. Conseguiu ser eleito para o All Star Team em todos os anos que jogou (1960 a 1974). Só isso já o credenciaria ao posto de um grande personagem, mas a meu ver, seus maiores feitos vieram após a sua curta carreira como treinador (apenas 3 temporadas), quando passou para o quadro diretivo dos Lakers onde foi de General Manager a Presidente Executivo. Nesse período, cito três fases dos Lakers que foram de sua responsabilidade direta: Os títulos dos anos 80, com Magic Johnson, Kareem Abdull-Jabar e Pat Rilley, a transição pós-Kareen, com Divac e Van-Exel e os anos mágicos (redundância) de Shaq, Kobe e Phil Jackson. Em todas as fases de sua carreira esportiva podemos com certeza afirma que West sempre andou no máximo de sua capacidade como um ser humano física e intelectualmente adaptado ao jogo de basquete. Foto: site oficial Pois bem, Jerry West acaba de lançar um livro autobiográfico: "West by West : minha charmosa e atormentada vida" Auxiliado pelo escritor Jonathan Coleman, West by West narra a saga de Jerry West, o homem por trás do herói, que depois de tudo e apesar de tudo é apenas um ser humano como todos nós - pleno de dificuldades e repleto de angústias mal resolvidas. Emocionalmente ainda em construção, West se mostra incapaz de curtir o sucesso que teve (e ainda tem), graças à sua baixa autoestima e sua noção de fracasso (ai de nós, meros mortais), que evita o contato pessoal com o público em geral, não gosta de festas como o Natal e muito menos de ganhar presentes. De poucos amigos, West, detesta abraçar e ser abraçado (inclusive pela esposa e filhos) e trouxe para a quadra (e para a vida) sua difícil infância que ainda o faz se sentir sem amor e perseguido por seus fantasmas. De qualquer maneira o livro é de uma honestidade profunda, onde o ser humano West mostra suas fraquezas e tormentas e nos serve de exemplo de vida. Como bem disse Magic Johnson ao saber que West escreveria um livro: “Que bom, Jerry precisava mesmo de uma terapia". Leiam. Se desejarem ver West em ação, por favor acessem: |
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