domingo, 20 de novembro de 2011

Uberlândia estreia bem –

 olho no time de Chuí!

Ontem falei aqui sobre o
 primeiro escalão de forças
 do NBB (Brasília, Flamengo
 e Pinheiros). Dois deles
estrearam neste sábado,
e outro time forte, bem forte,
também jogou. Foi Uberlândia,
 que também suou um pouco
no começo (44-37 no primeiro tempo)
para depois bater Araraquara
 por 102-69. E há algumas coisas
 importantes a serem ditas sobre o time de Chuí.
A primeira é sobre Chuí, técnico que começou de maneira bastante
 irregular a sua carreira, mas que agora parece ser acertar. Não curtia
 muito o seu jeito explosivo no banco (bem diferente de quando atuava, né)
, mas pelo que vi no último NBB ele parece estar mais calmo (o que é ótimo)
. Dentro de quadra, a base bem experiente foi mantida (Valtinho – na foto -,
 Cipolini, Soró, Estevam, que está lesionado neste começo, e os americanos
 Collum e Day) e ainda há por lá jovens que podem fazer a diferença em uma
 competição longa (o armador Henrique Coelho, o pivô Leonardo e o ala Dida
– todos muito promissores). Isso, claro, sem falar no interminável Brasília,
que também dá as suas cartas por lá (seis pontos na estreia).
Diante de um adversário frágil, Uberlândia sofreu, é verdade, mas isso pode
ser explicado pela falta de ritmo que o time sofrerá neste começo de temporada.
 Como jogou um Estadual muito fraco, o Mineiro, pode ser que tenha alguns
 problemas neste começo. Amanhã, contra Limeira, também em casa,
 o time será mais bem testado e terá seu potencial avaliado. É bom ficar de olho.
Time que tem Valtinho, que ontem beirou o triplo-duplo (dez pontos,
nove assistências e oito rebotes), normalmente vai longe em Nacionais.

Tiago Splitter e Lucas Bebê podem estrear neste domingo na Espanha 

Mais um domingo quente
 na Espanha. Com transmissão
da BandSports a partir das 09:30,
 o Real Madrid, de Rudy Fernandez
 e Serge Ibaka, recebe o Lagun Aro
, de Raulzinho (baita desafio).
 No mesmo horário, Rafael Luz,
do Alicante, jogará contra o time que
 o emprestou, o Málaga. Também estarão
 por lá Rafael Hettsheimer e Huertas contra o Manresa e Valladolid, respectivamente.
Além deles, este domingo é especial
 porque Lucas Bebê (foto), pivô
 brasileiro de 19 anos e 2,12m pode estrear na Liga ACB. Convocado pelo
 técnico Pepu Hernandez para a partida de hoje contra o Baskonia,
 em Madrid, ele pode debutar justamente contra a equipe que Tiago Splitter
 brilhou tanto.
E Tiago Splitter também pode reestrear na Liga ACB espanhola neste
 domingo. Contratado nesta semana pelo Valencia devido ao locaute da
 NBA (o pivô disse que cansou de esperar por uma solução), ele pegou
 o avião com seu time rumo a Murcia, e pode jogar contra o time local.
 O engraçado é que o brasileiro sequer foi apresentado oficialmente
 (não teve a famosa coletiva de imprensa), mas já deve fazer sua primeira
 partida (abaixo coloco o vídeo de sua chegada no aeroporto de Valência).
São dois pivôs brasileiros que podem começar (ou, no caso de Tiago, recomeçar
 a escrever a sua história, e é bom ficar de olho em seus passos.
Lucas poderia ter ido mais longe na temporada 2010-2011
 (seu Mundial Sub19 não foi bom, por exemplo) e Tiago precisa de
 ritmo de jogo após as atuações irregulares no Pré-Olímpico.

A minha análise dos dois primeiros jogos do NBB4 

Acabei de voltar da rodada dupla de basquete no Tijuca. Antes de falar
 dos jogos, acho interessante dizer o seguinte: o ginásio estava com
 público bem razoável para um jogo de estreia. Que isso sirva de lição
 para os dois clubes cariocas (para o Tijuca, que conta com uma torcida
 para apoiá-lo, e para o Flamengo, que passa a ter seus torcedores
 novamente no ginásio). Além disso, no tradicional reduto da modalidade
 aqui no Rio de Janeiro (com piso novo na quadra, diga-se) passaram
 personagens importantes como Ary Vidal, Miguel Ângelo da Luz,
 Marcelão e Rubén Magnano, técnico da seleção brasileira. Sobre
 os jogos, vamos lá:
PINHEIROS 104 x 71 TIJUCA
Pelo placar pode parecer que o
 atual campeão paulista passeou
 na manhã de sábado. Não foi
 bem assim. O primeiro tempo
 terminou empatado em 43
(o Tijuca chegou a vencer por nove pontos),
 em alguns momentos o time de
 Miguel Palmier teve o domínio
 da peleja e apenas no segundo
 tempo o Pinheiros deslanchou
 (61-28). Marquinhos e Shammel
 (foto à direita) tiveram 24 pontos
 cada, e Olivinha teve 14 pontos
 e sete rebotes. Pelo Tijuca, Casé,
com 15 pontos, foi muito bem.
Na verdade, o grande problema
do Tijuca foi quando houve as
 rotações (principalmente nas alas e pivôs)
 e na escolha de sua tática para
 o segundo tempo. Cansado, o clube preferiu continuar correndo. Aí você sabe o que acontece, né. Sem gás, o time se precipitava no ataque (foram seis erros na volta do intervalo), queimava rápido os arremessos e permitia contra-ataques do Pinheiros (Marquinhos enterrou livre duas vezes seguidas). Para o clube da Zona Norte,
 está muito claro: quanto menos correr, melhor (principalmente contra o Paulistano,
 recheado de garotos, na segunda-feira).
Pelo lado do Pinheiros, embora a sonolência (principalmente defensiva)
 tenha sido grande no primeiro tempo, foi importante ter aberto vantagem
logo no começo da na segunda etapa para descansar as estrelas para
 o importante jogo de segunda-feira contra o Flamengo. Marquinhos,
 Olivinha, Shammel e Figueroa não jogaram 30 minutos, e isso é bom
 sinal. Valeu a pena, também, ter visto os meninos Davi Rossetto e
Pedro Henrique em quadra (três pontos cada).
FLAMENGO 88 X 78 PAULISTANO
De verdade, achei
um grande e surpreendente
 jogo. Mesmo sem Marcelinho,
 pensava que os rubro-negros
 não teriam tanta dificuldade
contra o bom-porém-jovem time do Paulistano. Mas me enganei
 (e creio que o ginásio inteiro
 também) feio. O time de
 Gustavo de Conti (está de parabéns!)
 fez uma partida excepcional, mas
 pecou no final (faltou “cabelo branco”) e viu David Jackson e Leandrinho (foto)
 terminarem com 46 pontos somados.
Pelo lado do Flamengo, está muito claro que o jogo coletivo precisa fluir
 melhor. Hoje o time só venceu porque possui incríveis valores individuais
 (Kammerichs também foi bem com 12 pontos e dez rebotes), mas basquete
 não é isso (e nem sempre isso dá resultado – vide Miami Heat na NBA).
 Gonzalo Garcia, que foi indelicado ao chamar o rival de “time juvenil” em um
 de seus tempos técnicos (coisa feia, hein!), teve pré-temporada, um carioca
 e jogos amistosos para arrumar a equipe (irritou-me demais o tempo em que
 os armadores – Leandrinho, Hélio ou Fred – ficavam com a bola nas mãos sem fazer absolutamente nada). Até agora não conseguiu, de verdade. Leandrinho até que
 foi bem com 26 pontos (a maioria nos minutos finais através de seus 11 lances-lives convertidos), mas está claro que falta ritmo, muito ritmo (ele mesmo confessou que estava cansado depois do jogo) a ele.
Agora, de verdade mesmo, eu gostei foi do Paulistano. Time arrumadinho,
 certinho, respeitou bem o plano de jogo de seu técnico e quase saiu com a
 vitória (o que sobrou ao Flamengo, ou seja, talento individual e experiência
 em proporções chinesas, faltou ao time da capital paulista). Teve o ala Renato
 inspiradíssimo (22 pontos, cinco rebotes e um baile em Kammerichs no garrafão),
 o armador Elinho bem consciente (11 pontos e quatro assistências) e Felipe
 em tarde bem razoável (13 + 9 rebotes). Se Betinho não tivesse se complicado
 em faltas logo no começo sabe lá o que teria acontecido. Na área de imprensa,
 todos ficaram surpresos e felizes com o basquete apresentado pela equipe de
 Gustavo de Conti. Tomara que o nível seja mantido durante a competição.
E você, acompanhou a rodada dupla de abertura do NBB? Gostou?