sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O fator Olivinha na conquista do título do Pinheiros

No final da década de 90
, era comum ler nos jornais e
 sites americanos
 (com internet discada, claro)
 uma discussão sobre o papel 
dos jogadores de apoio
 (os role players). Era a 
época em que Scottie Pippen
 fazia de Michael Jordan
 o melhor de todos os tempos
 e a época em que o
 Houston Comets tinha Janeth, 
Cynthia Cooper, Tina Thompson
 e Sheryl Swoopes.
 Os Bulls conquistaram mais
 três títulos seguidos (96-98),
 e as texanas, quatro (97-2000).
Mas havia algo ali que me incomodava. Quando se falava
 no papel de apoio, acabavam diminuindo muito a importância
 de Pippen (um gênio deste esporte que se joga com a cabeça
) e Janeth e Thompson. Era claro: sem eles, Jordan não ganharia
 (como não ganhou) e Cooper e Swoopes não chegariam perto
 de suas façanhas.
Agora, ora bolas, por que diabos este blogueiro fala isso neste
 momento? Simples: para exaltar a importância de Olivinha
 no título inédito do Pinheiros de dois dias atrás. Não há jogada
 armada? Não tem problema. Não há tantos touches
Não há problema. Ninguém faz tanto com tão pouco no 
basquete brasileiro como ele.
Líder em rebotes de uma equipe que conta com bons pivôs
 (6,92 por partida), o ala-pivô, formado nas categorias de
 base do Grajaú (tradicional clube da Zona Norte do
 Rio de Janeiro), tem a pior média de arremessos por
 minutos do trio de ferro do Pinheiros: Marquinhos
 tem 0,399 arremessos por minuto, Shammel, 0,38 e Olivinha, 
módicos 0,32 (média semelhante às dos reservas Renato e
 Fiorotto, por exemplo). E como os poucos chutes resultam
 em ótimos 15 pontos por jogo então? Simples: seu
 aproveitamento de arremessos está em absurdos
 43,9% dos três pontos e 67,5% dos dois pontos (líder da equipe).
Inexplicavelmente Olivinha ficou de fora da lista dos três
 melhores do NBB3 (até hoje não entendi) e inexplicavelmente
 Olivinha ficou de fora da lista inicial de Rubén Magnano
 para a seleção brasileira masculina (justo para um técnico
 que gosta tanto do trabalho sério, sacar o “operário padrão”
 não fez o menor sentido), mas agora acho que não resta a
 menor dúvida: com o título paulista (o seu primeiro),
 acho que seu lugar no cenário do basquete brasileiro
 merece ser melhor avaliado.
Olivinha não é Pippen, não é Janeth, mas está muito
 claro que sem ele Marquinhos e Shammel, as duas
 estrelas da companhia, não estariam agora saboreando
 o doce sabor de um título tão justo se não fosse pelo
 sempre sorridente ala, que, no calor da emoção
 da conquista, abraçava os companheiros e agradecia,
 um a um, pelo troféu conquistado.
Mas quem merecia um ‘obrigado’ ali era ele.

Flamengo e Tijuca disputam final do Carioca – bom teste pré-NBB 

O NBB começa na próxima
 semana, mas a partir de 
hoje Flamengo e Tijuca decidem
 o Carioca-2011, um dos
 campeonatos mais esvaziados
 dos últimos anos, é verdade,
 mas cuja decisão acaba
 ganhando alguma importância
 pelo fato de o rubro-negro
 tentar o sétimo título seguido,
 pelo fato de Leandrinho
 estrear em competições
 oficiais aqui no Rio de Janeiro
 e pelo fato de o clube da Zona
 Norte esboçar uma formação 
que será usada na competição nacional na próxima semana. 
A primeira da finalíssima será às 19h, na Gávea.
Se por um lado o Flamengo virá com seu esquadrão de luxo
 (Leandrinho, Marcelinho, Jackson, Kammerichs e Caio Torres
 – Duda, de volta, deve ficar no banco), por outro teremos a
 estreia de Manteguinha (foto), armador e um dos principais 
destaques do Tijuca para a temporada. Se jogar o que sabe
 e o que apresentou em Joinville, será um baita reforço para
 os tijucanos.
Além dele, Arnaldinho, Marcellus, Coloneze e o experiente 
Ricardinho completam um time que se não é nem de longe
 o favorito para a finalíssima, ao menos promete lutar por
 vaga nos playoffs do NBB. Gegê, armador revelado no
 clube e um dos destaques do Flamengo na LDO Sub21,
 e Rodrigo Bahia ainda não jogarão.
É devaneio sonhar com a volta de um Carioca bem disputado,
 com os quatro grandes clubes do futebol como há dez,
 quinze anos foi? No momento, parece que sim.
E o que temos atualmente é este Flamengo e Tijuca
 que serve de apertirivo para o NBB4 que começa na próxima semana.