sábado, 12 de novembro de 2011

Jogo universitário em um porta-aviões e a lição sobre eventos esportivos

Então tá. Imagina que o país que ama basquete tem a sua temporada de basquete masculino profissional parcialmente suspensa e que o campeonato feminino tenha terminado. Restava o universitário em um ano que nem se esperava tanto. Mas já que era a única opção de lazer… a NCAA foi lá e inovou até dizer chega na abertura de seu certame.
North Carolina e Michigan State, duas das mais tradicionais universidades do país (fizeram a final há três anos), jogaram em uma quadra a céu aberto dentro de um porta-aviões militar (sim, é isso mesmo – a imagem deste post é lindíssima, não?).
Se isso fosse tudo, já seria ótimo, mas a organização foi além. A data escolhida para o jogo foi emblemática (11/11/11), que é também o dia dos Veteranos de Guerra dos Estados Unidos. Para dar mais peso ao encontro, James Worthy e Magic Johnson, ídolos do basquete americano, foram chamados para representar as suas respectivas ex-faculdades. Além deles, esteve lá Barack Obama, fã da modalidade e presidente dos EUA também (nesta ordem).
O resultado, 67-55 para North Carolina diante de sete mil militares silenciosos, é o que menos importa. Como disse Tom Izzo, técnico do time derrotado, “a alegria dos atletas estava muito clara em seus olhos, e pedir para que eles se concentrassem seria muito cruel da minha parte”. É mais ou menos por aí.
Na quarta-feira, Kouros Monadjemi, presidente da Liga Nacional de Basquete, disse que o Brasil precisa aprender a transformar partidas de basquete em eventos, em formas de lazer para o público. Concordei muito com o que ele disse, e nesta sexta-feira os Estados Unidos mais uma vez deram um show na arte de transformar algo absolutamente banal (uma estréia de campeonato universitário) em um momento memorável.