18/11/2011 16:08 h COACH K (903-284) A novidade do basquete colegial nessa semana foi a quebra do recorde de vitórias do renomado treinador Bob Knight, que dispensa apresentações (e se alguém quer levar o basquete a sério, mas não conhece o legendário Bobby, pode desistir), por seu pupilo mais famoso o grande treinador de basquete Mike Krzyzewski. Mais conhecido como “Coach K”, pois seu sobrenome é de difícil pronúncia, o técnico da Duke University no início da sua 32ª temporada bateu a forte Michigan State University por 74 a 69 e conquistou a sua 903ª vitória numa carreira brilhante, iniciada em 1980. Coach K é muito mais do que os números que lhes passo a relatar: Quatro vezes campeão da NCAA, com 11 presenças no “Final Four”. Técnico do ano 12 vezes. Campeão Mundial e Olímpico. Tudo isso reflete a interpretação filosófica que deu ao vencedor sistema tático chamado de “motion offense”, apreendido nos tempos de assistente técnico de Knight e repaginado a um sistema de jogo onde a fluência de seus movimentos ofensivos sempre colocou em dificuldades equipes mais poderosas que sua Duke. De caráter mais ameno e cordial que seu mestre, Coach K consegue quase sem esforço, que seus atletas rendam muito mais do que poderiam render e lhes dá uma noção não só do jogo como também dos desafios que enfrentam. Essa orientação ofensiva, bem como uma defesa implacável permite que sua equipe sempre chegue às primeiras colocações em todas as competições. Mais do que suas palavras sobre sua última conquista, foi interessante saber sobre o que pensam dele seus ex-jogadores e assistentes técnicos, onde pudemos notar que a intensidade de vida que coloca em tudo que faz é o diferencial responsável por tanto sucesso. O basquete é um esporte difícil de aprender, jogar e conviver. Todos os seus participantes, à medida que progridem, desenvolvem um “ego” muito poderoso e muitas vezes é difícil sobreviver a um ambiente tão hostil. Ser reconhecido por todos dentro do basquete é algo que poucos conseguiram. Coach K é um deles. Quando a seleção norte-americana submergiu a esse poder do ego, onde os atletas pensavam mais neles do que no resultado final, o que lhes trouxe derrotas memoráveis, Jerry Colangelo chamou Coach K para botar ordem na casa. O que passamos a ver foi uma equipe invencível, que coloca o talento do indivíduo à disposição do que a equipe precisa e todos seus integrantes sabem que no tempo que estão em campo devem jogar com o máximo de intensidade possível. Todos os que não se enquadraram nessa nova filosofia não foram convocados ou foram dispensados e os EUA venceu praticamente sem resistência as Olimpíadas e o Mundial. Ary Vidal muitas vezes me falou que nem sempre os cinco melhores jogadores fazem o melhor quinteto, que é difícil conciliar tantas estrelas juntas. Coach K consegue fazer os melhores jogadores formarem o melhor quinteto. Para ele é fácil. De qualquer maneira, um técnico só é verdadeiramente conhecido por quem treinou com ele. Nesse aspecto, ele é imbatível. Todos, jogadores, ex-jogadores, assistentes técnicos, sem exceção elogiaram seu trabalho e seu modo de ver o basquete. Coach K não tem planos imediatos de aposentadoria. Dizem que agora ele vai atrás das mil vitórias na NCAA. Ao ritmo de 30 vitórias por ano, é só uma questão de tempo. Ainda bem. |
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