terça-feira, 1 de novembro de 2011

Alto-falante: reserva do Wizards quer ser melhor que Michael Jordan 

“Não digo isso a ninguém, mas sinto que posso ser melhor que o Michael Jordan. Quando eu jogo, não quero que as pessoas pensem que Michael é o maior de todos. Quero que pensem que sou eu. É assim que penso, é assim que sou e é assim que fui criado. Acho, de verdade, que sou melhor que ele. E minha mãe diz sempre a mesmíssima coisa também”
A frase, um tanto quanto lunática, é de Jordan Crawford, armador do Washington Wizards, da NBA, ao repórter Michael Lee, do Washington Post. Na temporada 2010-2011 ele teve as médias, pela franquia da capital, de 16,9 pontos e 3,9 assistências (marcou 39 contra o Miami no dia 30 de março). O cidadão está sonhando alto, hein…

Ainda na berlinda, Limeira recebe Pinheiros no jogo 4

Não sei bem como fica a cabeça de um time que domina sete dos 12 períodos da semifinal, e mesmo assim não fecha o confronto. É justamente o caso do Pinheiros, que estava com a facha, o queijo e a vaga nas mãos até o último quarto do jogo de domingo. Mas Limeira não desistiu, foi buscar um jogo (e uma série) que parecia perdido, fez 35-21 e se manteve na luta pelo bicampeonato paulista. O jogo 4 é nesta terça-feira, às 21h, e muita coisa está em jogo.
É bem verdade que a vantagem do confronto ainda está com o time da capital (tem 2-1 na série e o mando de quadra em um possível jogo 5), mas o fator psicológico pode pesar muito a favor do time de Demétrius. Criticados e apagados, Rogério e Biro apareceram, Ramon foi decisivo e Andre Bambu conseguiu levar vantagem no garrafão (ainda teve espaço para os chutes de longe).
Acho, de verdade, que o Pinheiros não vai repetir os erros do jogo 3 (com tantas armas, não é possível deixar uma partida escorrer pelas mãos da maneira como foi), mas é muito verdade, também, que Limeira não jogará tão mal como vinha jogando. Com confiança, os donos da casa têm tudo para prolongar a série para o quinto jogo.
A minha única certeza? Que teremos uma partida muito emocionante logo mais.
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A final do Paulista, o prêmio para São José dos Campos 

São José fez exatamente o que o figurino mandava na série semifinal contra Bauru: ganhou fora de casa quando o time de Guerrinha não tinha seu cestinha, Fernando Fischer, suspenso, venceu sem sua principal estrela, Murilo, no domingo e ontem fechou os trabalhos (já com Murilo) com 83-78 em seus domínios para fazer 3-1 na série e avançar à decisão do Paulista pela segunda vez em três temporada (em 2009-2010 foi campeão).
Revi agora há pouco o jogo, e houve momentos bem bons, como a arrancada de São José no terceiro período, e a tentativa de reação de Bauru no quarto final. Mas prevaleceu a categoria de Fúlvio (dez assistências), a força de Murilo (14 pontos pós-Pan e viagem), a mira de Jefferson e Laws (31 pontos somados) e a organização de uma equipe muito bem comandada por Régis Marrelli (foto), um dos técnicos com maior potencial desta nova geração.
Chegar na final não é novidade para a cidade de São José dos Campos, mas vem a ser um prêmio para quem está investindo direitinho na modalidade há três, quatro anos. Vale lembrar que, dos oito times que chegaram aos playoffs do maior estadual do país, apenas São José terá time nos dois Nacionais de basquete do Brasil (as meninas, lideradas por Carlos Limas, contam com jovens revelações, como Patricia Ribeiro e Kika, e a experiente Alessandra no elenco), o que é um fato bastante relevante e mostra que a cidade realmente abraçou o esporte.
Se serve como inspiração, há duas temporadas, quando o título paulista veio, o adversário de Sâo José na final foi um time da capital, o Paulistano. Na outra semifinal estão Limeira e Pinheiros, que se enfrentam hoje às 21h (a turma da capital tem 2-1 na série).