quinta-feira, 4 de agosto de 2011


O BASQUETE AO RAIO X
04/08/2011 18:14 h

"O QUE VAI PELO MUNDO: UM RELATO DRAMÁTICO DOS PRINCIPAIS FATOS E ACONTECIMENTOS"
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KAZINHO
 
Pois é, faz quinze anos que Oscar parou de jogar pela seleção e desde então...
 
Mais do que um grande jogador, Oscar representava uma geração que prezava o treinamento acima de qualquer coisa e entendia a vitória como uma conseqüência deste.
 
Antes de qualquer manifestação patriótica, Oscar era o símbolo da eficiência de um basquete vitorioso, o qual “entrou por um buraquinho” e sumiu desde então.
 
O que se viu depois de agosto de 1996 foi uma descida de ladeira lenta, gradual, porém firme, com vieses (para pior) até certo ponto dramáticos.
 
Será que ainda dá para reverter?
 
 
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O TREINO SECRETO
 
O fã de Roberto Carlos e treinador da nossa seleção, Rubens Magnano, vetou a presença do público em geral nos treinos da nossa seleção.
 
Seria justificável se hordas de fanáticas basqueteiras estivessem às portas da A Hebraica para abduzirem nossos ídolos, mas infelizmente isso faz muito tempo que não acontece.
 
A imprensa, limitada a míseros minutos após as práticas, também pareceu não se importar muito (também, faz tempo que a gente só é notícia na desgraça), pois as ausências foram mais divulgadas que as presenças e (como o nome já diz) uma ausência não está treinando.
 
 
Agora, os treinadores que queriam beber da fonte do saber de Magnano (não podemos e nem iremos ignorar seus predicados técnicos), impedidos de ver o motion offense do argentino, ficaram decepcionados.
 
Infelizmente a classe dos treinadores de basquete no Brasil não tem representatividade (nem quer ter), vai mais para o clientelismo feudal do que para o “maio de 68”  e pareceu não se importar com o fato.
 
Entretanto, lá no fundinho todo mundo queria ver o processo de construção de uma equipe na versão de Magnano, mas isso ficou para apenas alguns iniciados (que seguramente pouco entenderam).
 
 
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MAXWELL SMART
 
É claro, que generosamente a seleção abriu suas portas aos treinadores em horários selecionados e mediante a inscrição prévia, mas parece que o grande número de treinadores que lá compareceu (3) não ficou muito satisfeito com o que viu.
 
Infelizmente os presentes apreciaram um treino mais de posicionamento e arremessos do que um aprendizado que poderia provocar mudanças em conceitos e fazer crescer o basquete brasileiro.
 
 
Não é a toa que o número foi pequeno. Quem é treinador sabe que quando é marcado um treino aberto é porque irão esconder mais do que mostrar os segredos do sucesso.
 
Se Magnano queria fazer todos os seus treinos em segredo ele deveria ter ficado em São Sebastião do Paraíso e não treinar na A Hebraica.
 
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O PAULISTÃO VOLTOU
 
Considerado o melhor campeonato brasileiro durante muitos e profícuos anos, o campeonato paulista, que se iniciou ontem (03 de agosto), hoje divide essa importância com a LNB e o seu NBB.
 
Jamais poderemos nos esquecer da força do basquete paulista, que tem a metade dos times da LNB e que move a grande maioria da base brasileira.
 
 
Consequência do acavalamento de datas que sempre ocorreu no seu final, o Paulistão tem a fama de prejudicar os seus finalistas, que de fato não começam bem o NBB.
 
Isso parece de alguma maneira se transformar e já na temporada passada duas equipes paulistas se classificaram para as semifinais.
 
O basquete brasileiro tem datas suficientes para o campeonato paulista, o NBB e o treinamento da nossa seleção.
 
Uma coisa que os americanos sempre nos invejaram é que podemos jogar basquete o ano inteiro.
É só sincronizar as agendas.
 
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LINHA EDITORIAL
 
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Marcel de Souza
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