O último brilho da seleção masculina em um Pré-Olímpico
Naquela competição, com o Brasil tendo Ary Vidal de volta ao comando técnico, a seleção perdeu do Uruguai, do Canadá, da República Dominicana (o pai de Al Horford jogava!), da Argentina (de Milanesio, Espil, Ossela e Fabricio Oberto, o único que estava por lá há 16 anos e que continua atuando com os hermanos – isso sem falar de Magnano, que era assistente de Guillermo Vecchio) e de Porto Rico, que se sagraria campeão ao bater os donos da casa por 87-86.
Foi conquistar a vaga, sabe-se lá como, pois dependia, na última rodada da fase de grupos, de vitórias de Bahamas e Cuba sobre República Dominicana e Uruguai, respectivamente. Foi o que aconteceu e o Brasil acabou avançando às semifinais, onde perderia para a Argentina por 87-82. Mas a a vaga veio na disputa do terceiro lugar, numa briga de foice contra o Canadá (vitória por 97-79 contra a equipe que contava com Steve Nash). Já sem Marcel, quem carregou a turma para as Olimpíadas de 1996 foi Oscar Schmidt, autor de inacreditáveis 27,5 pontos por partida (para quem não se lembra, na época ele já tinha 37 anos).
Foi o canto dos cisnes para o Brasil em termos de classificação olímpica (e com uma campanha de 5-5), e a gente só espera que os ventos de Neuquén inspirem Rubén Magnano e companhia na luta que começa amanhã em Mar del Plata (principalmente os ventos de sorte como foi em 1995). É impossível esconder a ansiedade para a competição que se inicia nesta terça-feira, e desde já convido a todos para uma Twitcam a partir das 20h30 de hoje! Aguardo vocês (coloco o link no twitter e a telinha aqui no blog também).
por Fábio Balassiano às 00:54