segunda-feira, 29 de agosto de 2011


O último brilho da seleção masculina em um Pré-Olímpico

O Pré-Olímpico masculino começa amanhã na Argentina, e ontem fiquei buscando notícias da última vez em que um selecionado brasileiro conseguiu se classificar numa competição deste tipo. Foi em 1995, por coincidência também na Argentina (em Neuquén). Mas não para por aí, claro.
Naquela competição, com o Brasil tendo Ary Vidal de volta ao comando técnico, a seleção perdeu do Uruguai, do Canadá, da República Dominicana (o pai de Al Horford jogava!), da Argentina (de Milanesio, Espil, Ossela e Fabricio Oberto, o único que  estava por lá há 16 anos e que continua atuando com os hermanos – isso sem falar de Magnano, que era assistente de  Guillermo Vecchio) e de Porto Rico, que se sagraria campeão ao bater os donos da casa por 87-86.
Foi conquistar a vaga, sabe-se lá como, pois dependia, na última rodada da fase de grupos, de vitórias de Bahamas e Cuba sobre República Dominicana e Uruguai, respectivamente. Foi o que aconteceu e o Brasil acabou avançando às semifinais, onde perderia para a Argentina por 87-82. Mas a a vaga veio na disputa do terceiro lugar, numa briga de foice contra o Canadá (vitória por 97-79 contra a equipe que contava com Steve Nash). Já sem Marcel, quem carregou a turma para as Olimpíadas de 1996 foi Oscar Schmidt, autor de inacreditáveis 27,5 pontos por partida (para quem não se lembra, na época ele já tinha 37 anos).
Foi o canto dos cisnes para o Brasil em termos de classificação olímpica (e com uma campanha de 5-5), e a gente só espera que os ventos de Neuquén inspirem Rubén Magnano e companhia na luta que começa amanhã em Mar del Plata (principalmente os ventos de sorte como foi em 1995). É impossível esconder a ansiedade para a competição que se inicia nesta terça-feira, e desde já convido a todos para uma Twitcam a partir das 20h30 de hoje! Aguardo vocês (coloco o link no twitter e a telinha aqui no blog também).
por Fábio Balassiano às 00:54