Basquete brasileiro tenta vaga olímpica após 16 anos; veja os motivos para torcer
Do UOL Esporte
Em São PauloA seleção brasileira masculina inicia na próxima terça-feira a disputa do Pré-Olímpico das Américas, que dará duas vagas nos Jogos de Londres-2012. O país fracassou nas últimas três edições do torneio classificatório, mas chega a Mar del Plata com bons motivos para confiar no fim do jejum de 16 anos sem disputar as Olimpíadas.
O UOL Esporte traz as cinco razões para a torcida brasileira acreditar classificação para Londres-2012, mas também aponta o que pode deixar o país novamente de fora dos Jogos Olímpicos.
CINCO MOTIVOS PARA ACREDITAR NA CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA
 | PREPARAÇÃO MAIS LONGA
A seleção brasileira não poderá reclamar de falta de entrosamento durante o Pré-Olímpico. Sob o comando do argentino Rubén Magnano, os atletas estão reunidos há quase dois meses para treinamentos, a maior parte com portões fechados em São Paulo, e nove amistosos contra equipes que serão adversárias do país em Mar del Plata. |
HUERTAS EM GRANDE FASE
A classificação do Brasil para as Olimpíadas de Londres-2012 passa pelas mãos de Marcelinho Huertas. O armador vive a melhor fase da carreira, assumiu o status de astro no basquete europeu e foi eleito o melhor de sua posição na Liga Espanhola. O bom desempenho fez com que o jogador fosse contratado com pompa pelo Barcelona. |  |
 | AUSÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS
O Brasil terá um importante concorrente a menos na briga por uma vaga em Londres-2012. Atuais campeões mundiais, os Estados Unidos já têm vaga garantida nas Olimpíadas e não estarão em Mar de Plata. Nas três edições anteriores do torneio classificatório, os norte-americanos utilizaram astros da NBA e ficaram com o título. |
MAGNANO NO COMANDO
A seleção brasileira será comandada por um treinador que conhece o caminho para a classificação olímpica. Técnico da ‘geração de ouro’ da Argentina, Rubén Magnano foi o responsável pela classificação de seu país para os Jogos de Atenas-2004, quando conquistou o vice-campeonato do Pré-Olímpico de 2003. |  |
 | ELENCO EXPERIENTE
Disputar o Pré-Olímpico das Américas não é novidade para a maior parte do elenco brasileiro. Marcelinho Machado parte para sua quarta participação no torneio classificatório continental. Alex, Guilherme Giovannoni e Tiago Splitter disputam a competição pela terceira vez, enquanto Huertas, Marquinhos e Nezinho encaram sua segunda edição.
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CINCO MOTIVOS PARA DESCONFIAR DA CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA
 | ARGENTINA COMPLETA
Uma das duas vagas em disputa tem dono praticamente certo. A Argentina contará com todos os melhores jogadores de sua geração campeã olímpica em 2004. Ginóbili, Scola, Delfino, Nocioni e Oberto mostraram nos amistosos que são quase imbatíveis, jogarão em casa pela primeira vez e ainda contarão com o apoio da apaixonada torcida argentina. |
DESFALQUES DE PESO
O Brasil chega enfraquecido com os desfalques de três importantes jogadores da NBA, que deveriam ser titulares no Pré-Olímpico. Nenê alegou razões pessoais e pediu dispensa. Leandrinho disse sofrer de uma lesão crônica na mão direita e também pediu para não integrar o time nacional. Já Anderson Varejão foi cortado por lesão no tornozelo. |  |
 | FREGUESIA PARA PORTO RICO
Para obter a vaga olímpica, o Brasil terá que passar por adversário que tem levado a melhor nos últimos anos. Apostando na velocidade e nos chutes de três pontos, Porto Rico venceu o time verde-amarelo nos Pré-Olímpicos de 1999, 2003 e 2007. Mesmo com alguns desfalques, os porto-riquenhos terão um elenco forte e JJ Barea em grande fase. |
CARÊNCIAS NA ROTAÇÃO
Se o quinteto inicial é bom e experiente, o mesmo não se pode dizer do banco de reservas brasileiro. Rafael Luz, Vitor Benite, Augusto Lima e Caio Torres ainda se mostraram inconstantes nos amistosos preparatórios e Nezinho novamente será mero figurante ao lado de Magnano, que deve sobrecarregar o tempo de quadra dos titulares. |  |
 | SPLITTER SEM RITMO IDEAL
Com os desfalques de Varejão e Nenê, o garrafão brasileiro passa a depender ainda mais de Tiago Splitter, que chega a Mar del Plata sem o ritmo ideal. Após atuar pouco em sua primeira temporada na NBA, o pivô sofreu lesão muscular o período preparatório e ficou de fora de boa parte das partidas amistosas feitas pela seleção brasileira. |