sexta-feira, 12 de agosto de 2011


O interminável problema da credibilidade na Confederação Brasileira

A seleção brasileira jogou ontem, mas o assunto que dominou o blog e o twitter foi a ausência de Tiago Splitter, que, lesionado, não atuou contra o México. O que gera a grande discussão é bem simples: ninguém confia na Confederação Brasileira, que, bizarramente, não colocou nenhuma linha sobre a não participação do seu melhor jogador nos últimos releases.
E o pior, ao meu ver, não é nem o fato de não se noticiar a ausência de Splitter, mas sim o que está por trás disso tudo. Após a gestão desastrosa de Grego, a credibilidade dos comandantes do basquete brasileiro atingiu níveis catatônicos. E o que fez a “nova” liderança para tentar reverter essa história? Nada. E não fazendo nada ninguém confia no que vem da CBB ou dos que fazem parte dela.
O basquete atualmente vive aquele problema da mulher de César (“não bastava ser honesta, mas tinha que parecer ser honesta também), e me preocupa o fato de que ninguém da Confederação Brasileira enxergue isso. Não é uma questão de marketing (comunicação “segura” um problema por algum tempo, mas os problemas, quando existem, sempre aparecem), mas de um pouco de gestão sobre transparência, credibilidade e confiabilidade da marca basquete – que hoje é baixíssima, como se pode perceber.
É chato ler que pessoas duvidem de Tiago Splitter (logo ele, que já jogou todo quebrado pela seleção brasileira), mas não dá pra tirar a razão delas. Se a entidade máxima não se pronuncia ou parece não ligar para a imagem arranhada que possui, fica difícil tentar argumentar qualquer coisa. Gestão, conforme a gente aprende no mercado de trabalho, deve vir de cima, bem de cima, na figura do presidente da instituição. E Carlos Nunes (foto) está longe de ser o modelo de gestor que o basquete brasileiro precisa neste momento – infelizmente.
por Fábio Balassiano às 05:02