terça-feira, 2 de agosto de 2011

Em dois grandes centros, um pequeno retrato triste dos técnicos brasileiros

Todo mundo sabe que uma das principais críticas deste blogueiro aqui é em relação à falta de estudo dos técnicos brasileiros. Pois bem. Na sexta-feira e ontem os treinos de Rubén Magnano em São Paulo foram abertos aos treinadores. Kátia de Araujo, técnica do Juventus-SP, compareceu à prática matutina e colocou ontem em seu Twitter: “Treino da seleção brasileira adulta e só eu na arquibancada. Estou me sentindo até mal. Achei que encontraria a arquibancada cheia”. Para ser justo, em outros dias havia profissionais no ginásio, mas o número era bem pequeno.
Eu, aqui no Rio de Janeiro, também fiquei um pouco assustado ao notar que nenhum técnico compareceu neste sábado ao ginásio da CEFAN para ver atletas de toda a América (com exceção dos EUA). E lá estavam bons brasileiros, como você notou no post anterior, além de nomes importantes da modalidade. Pode ser que os treinos não sejam “a valer”, mas eu sinceramente acho que não custava nada dar uma passadinha lá para conferir o que teriam a dizer nomes consagrados como Wilkins, Alex English, Allan Houston, entre outros. Para ser justo, Rodrigo Knabach, do Central-RJ, e Espiga, assistente-técnico de Joinville, e Daniel estavam lá como técnicos convidados da NBA.
Quando temos um campeão olímpico ministrando treino com arquibancada vazia é um péssimo sinal. Quando temos arquibancada vazia para vermos treino de feras na NBA, outro. Mas, sinceramente, este é um cenário que não assusta mais. Via de regra (são poucas e honrosas as exceções), técnicos brasileiros são acomodados e estudam muito pouco. O que é lamentável, obviamente.
por Fábio Balassiano às 15:34