sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Argentina convoca oito e traz medalhista Sergio Hernandez para ser assistente-técnico 

A principal notícia do basquete “olímpico” masculino ontem foi a pré-convocação da argentina para os Jogos de Londres (aqui a matéria completa).
Estão lá os conhecidos nomes de Manu Ginóbili, Luis Scola, Carlos Delfino, Andres Nocioni, Pablo Prigioni, Hernan Jansen, Leonardo Gutierrez e Juan Pedro Gutierrez, mas ao menos para mim o maior impacto do anúncio feito ontem por Julio Lamas, o técnico principal, foi a aquisição de Sérgio Hernandez para o cargo de assistente-técnico (ambos na foto – Lamas à esquerda).
Para quem não sabe, Sergio Hernandez já dirigiu a seleção argentina (entre 2005 e 2010), e fez um trabalho excepcional com os hermanos. Foi quarto colocado no Mundial de 2006, no Japão (quem lembra da semifinal com a bola de três de Nocioni que não caiu?), e bronze olímpico na China dois anos depois. Mas isso não é tudo. Fora o lado técnico da coisa (ele poderá ajudar a melhorar uma defesa que não foi muito boa no Pré-Olímpico de Mar del Plata), Oveja, como é conhecido, levou Lamas para ser assistente-técnico em 2008, e agora Lamas retribui o gesto (prova que dois dos melhores treinadores do país se dão muito bem).
Além disso, e aqui talvez esteja o ponto central, Sergio mantém relação bem estreita com a família Ginóbili. E cercar a principal estrela da companhia hermana com alguém tão próximo e querido é uma decisão pra lá de acertada da Confederação local. Manu deve se despedir do selecionado platense nas Olimpíadas de Londres, todo mundo sabe disso, e estará motivado pacas ao lado do técnico que o lançou (Lamas) e daquele com quem tem mais afinidade pessoal. Os dois (Oveja e Manu) se conhecem desde que o ala dos Spurs tinha 10 anos. Os dirigentes sabem que deixar o timoneiro da companhia feliz é meio caminho andado para que a seleção não perca o rumo.
Se alguém duvidava que a Argentina brigaria por medalha em Londres, acho bom não duvidar mais. O último recital da geração mais vitoriosa do país promete ser um sucesso.
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LBF ‘rasga’ regulamento e deixa Maranhão e Araçatuba inscreverem atletas depois do prazo 

Está lá, no segundo capítulo, item IV (Da inscrição e condição de jogo) do Regulamento da segunda edição da Liga de Basquete Feminino: “Os clubes que participarão do Campeonato têm prazo de até 18 de novembro de 2011 (sexta-feira) para apresentar, no formulário próprio da CBB, a relação nominal contendo até 18 (dezoito) atletas com os respectivos números de camisas para a competente inscrição. (…) Os clubes que não se utilizarem do limite máximo de inscrições, poderão completar sua lista de atletas até o dia 20 de janeiro”.
Pois bem. O prazo, como se vê, era até o dia 20 de janeiro (última sexta-feira), mas uma rápida olhada nas Notas Oficiais no site da Confederação Brasileira, que é quem registras as atletas, prova que uma exceção foi aberta para Maranhão, o último time que estreou na Liga, diga-se de passagem, e Araçatuba. As duas equipes inscreveram duas atletas (Cristine e Rafaella pelas nordestinas, e Bianca e Thayna pelas araçatubenses) no dia 25 de janeiro de 2012 – cinco dias após o prazo estabelecido pelo regulamento, portanto.
E aí sou eu que realmente não entendo nada. A diretoria da LBF deveria cuidar melhor de seu produto, e não abrir precedentes perigosos para a competição. Se a organização do torneio já é bem abaixo da crítica, permitir que times inscrevam atletas após o prazo não é lá um bom sinal – e fala muito sobre a (falta de) gestão que impera na entidade. Que pena.
Procurada por este blog, a assessoria da Liga de Basquete Feminino não se pronunciou.