Com ótimo público, Maranhão perde para Americana na estreia
Olha, este é um post para ser comemorado. Então, antes de ler, pode começar a sorrir. O Maranhão estreou na Liga de Basquete Feminino na noite de ontem contra Americana. Pegou um adversário duríssimo, como todo mundo imaginava, e chegou até a vencer o primeiro período por 16-13, mas depois não aguentou e perdeu por 77-53 (Clarissa foi a cestinha com 22 pontos – ainda teve 13 rebotes).
Até aí, nada de extraordinário, né. Mas pelas fotos (foto: Biman Prado/Divulgação) você consegue entender que o público do ginásio Castelinho foi excepcional. De acordo com relatos das rádios do Maranhão por onde ouvi o jogo (confesso que me foge agora o nome das duas emissoras), mais de sete mil pessoas (não me lembro de público assim em jogos de meninas há uns dez anos, sério) compareceram à estreia de Iziane (tímida com seis pontos e apenas quatro arremessos tentados em 34 minutos em quadra).
De verdade este é um post que gostei de escrever. O Maranhão não deve ganhar a LBF (embora a estreia da mexicana Brisa, com 14 pontos, tenha sido bem boa), não deve sequer chegar às finais, mas eu torço muito para que um centro como este dure muito, muito tempo no basquete feminino. Não é qualquer cidade que colocar sete mil pessoas em um jogo feminino (e a gente sabe como é difícil convencer o público a ir às quadras para ver a modalidade das meninas), muito menos em estreia.
Continue assim, Maranhão. O basquete brasileiro precisa. O basquete brasileiro feminino precisa. O basquete brasileiro feminino do Nordeste precisa. Todos precisamos.