O que de fato representa a contusão do brasileiro Anderson Varejão
O resultado dos exames apontou que houvemicrofratura na mão direita, e não foi estabelecido tempo algum para o seu retorno às quadras. E o que isso quer dizer? Vamos lá:
1) A princípio, pelo que conversei com um amigo médico, não é problema algum para a seleção brasileira nas Olimpíadas. Se fosse uma fratura, preocuparia mais. Como foi uma microfratura, a tendência é que em um mês tudo esteja bem com o brasileiro. Para os Jogos de Londres, portanto, presença garantida.
2) Imagino como está a cabeça de Anderson neste momento. Depois da grave lesão da temporada passada, ele viveu em uma semana a expectativa de ser um All-Star (não foi, infelizmente) e agora se machuca. Faz parte do esporte, obviamente, e Varejão não deve perder muito tempo pensando nisso. Seus números subiram, seu reconhecimento na NBA é incontestável e seu time sentirá a sua falta. Apenas para registro: em seus oito anos de NBA, em apenas três temporadas o pivô conseguiu atuar em 55 ou mais partidas.
3) Por incrível que pareça, para o Cleveland a contusão de Anderson Varejão não foi ruim. Como é um time que está sendo montado para o futuro, quanto pior os Cavs forem para esta temporada, melhor. Além de Varejão, Kyrie Irving (na foto ao lado do brasileiro) também está machucado – e será muito difícil que a franquia de Ohio vença muitos jogos sem a dupla. Só lembrando: posição ruim na tabela pode significar um pick lá em cima no próximo Draft. A chance de capturar um Anthony Davis, Harrison Barnes ou Jeremy Lamb animam muito mais do que a possibilidade de chegar aos playoffs agora, na boa.
Então, amigos, é de preocupar que mais uma lesão ocorra com um jogador tão bom como Anderson Varejão é. Mas em relação às Olimpíadas, ao seu futuro na NBA e até mesmo para a temporada da franquia não é nada de desanimador. Portanto, bola pra frente e ótima recuperação a Varejão.
Conheça a história de Jeremy Lin, o ‘nerd’ que se tornou a maior febre da NBA no momento
Acabou, sem bolsa mesmo, em Harvard, uma das faculdades mais conceituadas no mundo acadêmico, onde se formou em economia (teve a ótima média de 3,1) e conseguiu jogar muita bola em uma conferência, a Ivy League, formada, basicamente, por todos os nerds dos Estados Unidos (são oito faculdades: Brown, Columbia, Dartmouth, Cornell, Yale, Harvard, Princeton e Pennsylvania). Obteve as médias de 16,4 pontos, 4,5 passes e 4,4 rebotes em seu último ano, mas era olhado com desconfiança por quase todo mundo (para ser justo, Jim Calhoun, de Connecticut, elogiou pacas o armador).
Mesmo assim ele tinha uma missão: ser o primeiro jogador de Harvard a jogar na NBA desde 1953-1954 (a faculdade só produziu três atletas para a liga: Saul Mariaschin, que jogou no Boston Celtics em 1947-48, Edward Smith, que atuou por 11 jogos pelos Knicks em 1953-54, e Wyndol Gray, All-American de 1945-46 que jogou pelos Celtics) e o primeiro da Ivy League a ser escolhido no Draft desde Jerome Allen (Pennsylvania, 1995). Para ser mais exato, Chris Dudley, de Yale, foi o último da Ivy a jogar na NBA, em 2003. A segunda parte ele não conseguiu, já que em nenhuma das duas rodadas da seleção universitária de 2010 ele foi draftado. Mas na primeira ele chegou lá.
O começo, óbvio, não foi fácil, e o banco de reservas era o porto-seguro de Lin, cujo salário anual é de US$ 762 mil. Escondido entre Bill Walker, Jared Jeffries e Jerome Jordan, ouviu um “entra” de Mike D’Antoni no sábado passado (2 de fevereiro) contra o New Jersey Nets quase como um “me salva, cara” de um técnico que estava cada vez mais ameaçado e de um time cada vez mais à deriva (os Knicks perderam 11 das últimas 13 e não se encontravam com a armação tenebrosa de Toney Douglas). Foi lá, e como quem não tinha o que perder despejou 25 pontos e sete assistências para não mais parar de mostrar talento, velocidade e inteligência em quadra.
No jogo seguinte, 28+8 contra o Utah, depois 23+10 contra os Wizards e ontem 38+7 contra os Lakers (foi apaludido por Woody Allen, Ben Stiller e, claro, Spike Lee). Pronto. Quatro jogos e quatro vitórias depois Lin virou febre em uma liga que busca um novo olho puxado para vender na Ásia pós-aposentadoria de Yao Ming, ganhou bilhões de apelidos (gosto muito do Yellow-Mamba, numa alusão ao Black-Mamba de Kobe Bryant), tornou-se exceção em uma liga que tem 80,2% da mão de obra formada por negros e ajudou a reerguer um time que precisava de salvação sem suas duas principais estrelas (Carmelo Anthony e Amare Stoudemire, é bom lembrar, estão fora).
É por aí mesmo. Não dá, ainda, para saber como será o futuro de Jeremy Lin na NBA. Muito provavelmente seus números cairão quando Carmelo Anthony, Amare Stoudemire e Baron Davis voltarem (este último, na verdade, estrear com a camisa dos Knicks justamente na posição de Lin). Aconteça o que acontecer, porém, já terá sido uma baita história de alguém que jamais desistiu e de alguém que, com inteligência, colocou o estudo sempre em primeiro lugar.
Abaixo alguns vídeos de e sobre Jeremy Lin, a sensação da temporada 2011-2012 da NBA.
AQUI OS 38 PONTOS DE LIN ONTEM CONTRA OS LAKERS
LIN MOSTRA COMO JOGAR BASQUETE EM HARVARD (BEM DIVERTIDO)
MELHORES MOMENTOS EM HARVARD
ENTREVISTA COM O TÉCNICO DE LIN NA HIGH-SCHOOL EM PALO ALTO
Vale a pena conferir: LNB lança novo – e ótimo – site
O layout é moderno e arejado (ia escrever clean, mas vocês jamais me verão escrever cleanem um post), mas o principal não é isso. Para quem gosta de fazer post com números (eu) ou para quem gosta de acompanhar basquete como ele deve ser acompanhado, a parte de estatísticas está tinindo. Agora não é preciso mais dar 456 cliques para descobrir todas as médias de um jogador na competição, bem como das equipes.
É óbvio que ainda há muito a evoluir. Ainda é preciso dar muito scroll pra conhecer o conteúdo todo da página inicial, assuntos importantes estão esquecidos lá embaixo (como o time de colunistas e os destaques da temporada), a tabela completa dos clubes não está fácil de achar (eu não achei), as notícias ainda são muito básicas e poderia haver uma tela única para visualizarmos as estatísticas dos times (ficaria mais fácil de estudar).
Mas, como disse acima, o saldo é bem, bem positivo mesmo. Em relação ao site anterior, o que vemos agora é excelente, funcional e merece ser bastante acessado (além de tudo é um tiro certo, embora atrasado pacas – já são quase quatro anos de lançamento do NBB -, em grande parte dos consumidores de basquete do país, ou seja, a turma que vive na internet). Deste canto, além de dar novamente os parabéns, eu só espero que o lançamento do novo portal seja o começo de uma série de ações de comunicação para trazer ainda mais o público da modalidade para uma competição que cada vez mais prova ser possível organizar bons campeonatos no país.
Em crescimento, Limeira e Brasília testam força contra Pinheiros e Franca neste sábado
Primeiro porque o Pinheiros, vice-campeão sul-americano, tem um baita elenco e irá desafiar o time mais “quente” do NBB no momento. Limeira vinha mal pacas (4-8), mas parece estar jogando o basquete que deu o título Paulista à equipe novamente. Engrenou seis vitórias consecutivas (a última, contra o Paulistano, na capital, por 79-65), já está em oitavo na classificação e depois fará dois jogos importantes em casa (Minas e Brasília).
Depois porque Brasília e Franca reeditam a final do NBB3 tentando arrumar a casa. Os brasilienses (foto) vêm de três vitórias seguidas, parecem dispostos a encontrar o velho ritmo (Nezinho jogou muitíssimo bem contra Uberlândia na rodada passada – 35 pontos, cinco assistências e quatro rebotes) e possuem um núcleo (Nezinho, Alex, Giovannoni e Arthur) que ainda faz estrago em terreno nacional. Do outro lado está Franca, que tenta não pagar o mico monstro de ficar de fora dos playoffs do NBB (imaginem um finalista na edição anterior ficar de fora do mata-mata na seguinte…).
Por isso vale a pena ficar ligado na rodada de hoje do NBB. Tem algum palpite sobre os jogos que eu falei e sobre os outros que acontecem neste sábado (clique aqui para ver todos)? Comente na caixinha!