domingo, 5 de fevereiro de 2012

Pinheiros luta, mas perde a Liga Sul-Americana

Não deu para o Pinheiros. O time de São Paulo lutou muito, teve 18 pontos de Marquinhos (foto), mas perdeu para o Obras Sanitárias por 88-73 na decisão da Liga Sul-Americana, jogada em Buenos Aires. Na preliminar, o Brasília bateu o Atenas por 76-74 e ficou com a terceira colocação da competição.
Foi um título justo, justíssimo, vencido por uma equipe sensacional (seis hermanos anotaram oito ou mais pontos e a parte tática de Julio Lamas é irrepreensível), mas é importante destacar a luta do Pinheiros. Sete atletas tiveram problemas estomacais neste domingo, Shammel não pôde jogar no segundo tempo porque estava desidratado e Olivinha ficou pendurado por quase toda a peleja. Mesmo assim o time de Cláudio Mortari lutou, chegou a tirar a vantagem de 18 para seis pontos e teve chance de se aproximar ainda mais,
Não deu, é verdade, mas não deu porque o adversário é fortíssimo (talvez o melhor time da América do Sul, hoje). É a terceira derrota seguida do Pinheiros para o Obras, mas acho que fica o mérito do planejamento da equipe de São Paulo, que tem investido muito bem na modalidade há quase quatro temporadas.
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Na final da Sul-Americana, Pinheiros pode fazer história neste domingo 

É muito chato comentar um jogo sem tê-lo visto, vocês devem imaginar (e ontem não tivemos TV exibindo uma partida importantíssima). Mas é o que deve ser feito neste momento por aqui, porque o Pinheiros bateu o Brasília por 60-55 (placar baixo, sem dúvida) e está na final da Liga Sul-Americana (ao todo foram 37 erros e aproveitamento de 37% nos chutes de quadra). A decisão será contra um rival bem conhecido, o Obras Sanitárias, neste domingo, a partir das 23h (o Sportv2 exibe a peleja).
Rival bem conhecido porque o Obras foi o time que bateu o time da capital paulista na final do Torneio Interligas de 2011 e o clube que venceu o Pinheiros na fase regular desta própria Liga Sul-Americana. Conta com Julio Lamas, o técnico, Martin Osimani, Juan Gutierrez e os gringos Dartona Washam, Tyler Field e Darren Fells e terá a torcida a favor, evidentemente.
O Pinheiros, por sua vez, conta com a experiência de Claudio Mortari (foto) no banco de reservas para seguir mostrando a sua força. É o atual campeão Paulista, venceu Flamengo e Brasília na competição (os bichos-papões do basquete brasileiro nos últimos quatro anos) e tem na atual fase de Marquinhos um ótimo trunfo para vencer os argentinos logo mais (16 pontos e 11 rebotes para ele contra os candangos neste sábado). Se isso não bastasse, o Pinheiros pode dar o primeiro título da Liga Sul-Americana, competição disputada desde 1996, para o Estado de São Paulo (de acordo com a Wikipedia, o Corinthians foi vice-campeão em 1996 e 1997, Franca em 1998 e o Ribeirão Preto em 2006)
Mais do que uma vitória de um clube brasileiro ou argentino, o que estará em quadra nesta noite serão dois projetos de basquete de sucesso. O Obras Sanitárias contratou o excepcional Julio Lamas há uma temporada para revigorar a modalidade em um centro tradicional do país (Buenos Aires), trouxe Juan Gutierrez e espera colher os frutos (já ganhou o Interligas, como disse acima). O Pinheiros, por sua vez, tem um planejamento bem executado há dois, três anos e está pronto para um ciclo virtuoso de sucesso e vitórias.
Quem leva logo mais?