Por: Colin Foster
Publicado em 19/9/2011, 6:11 pm
Segundo dados levantados pela equipe do site, que esteve em Mar del Plata, somente Franca, Bauru e Flamengo mandaram dirigentes para a competição. Só o rubro-negro voltou reforçado, com Kammerichs, que na verdade já estava fechado antes. Hélio Rubens foi atrás dos tarimbados Greivis Vasquez e do já contratado Galindo, e voltou de mãos vazias, assim como os bauruenses, que não vi anunciar nenhum latino.
Segue um trecho da análise de Guilherme Tadeu:
“Conhecer o mercado faz toda diferença. Alguns jogadores, como Galindo e Ricky Sanchez, por exemplo, já estavam fechados com, Olímpico e Estudiantes de Baía Blanca, antes da competição. Outros foram sendo sondados e contratados durante e no imediato pós torneio. O pivô panamenho Garcés (foto), que chegou a ser sondado pelo Vasco – inusitadamente o único clube brasileiro a tentar algo durante o campeonato, fechou com o tradicional Atenas de Córdoba, que também levou o ótimo porto-riquenho Alamo. O já citado Estudiantes acertou com o também porto-riquenho Javier Mujica. O Olímpico aproveitou para levar o venezuelano Sucre. Até o Paraguai, que não fez nada interessante na competição, viu seu jovem Bruno Zanotti ser contratado pelo Lanús”.
O caso que usei de Manteguinha e Joinville foi apenas um, e na verdade foi meio que acaso, né? Se o Tijuca não chega com a alta proposta (não tenho valores, mas é o salário mais alto do time), ele não iria embora. Mas e as outras posições, de tantos times carentes? A própria equipe carioca está negociando com dois americanos para ocupar, provavelmente, as posições 3 e 4, mas poderia ter fechado com alguém lá em Mar del Plata, não?
Essa Estados-Unidos-dependência é prejudicial demais. Quantos anos ficam os americanos que hoje em dia são contratados? Alguns nem 10 jogos fazem – vide exemplo de Araraquara que, um tempo atrás, dispensou americanos sem quase jogarem, ou de Franca, que se desfez rapidamente de Chas McFarland, já viu entrarem e saírem ex-jogadores da NCCA diversas vezes, e do Flamengo que ficou com David Teague uma temporada para não mais.
A maioria demora a se adaptar. A língua, a temperatura, o basquete FIBA, mais chato… e nem toda cidade é só mulheres bonitas, apartamentos perto da praia, e facilidades. Os latinos, sejam eles dominicanos, argentinos ou uruguaios, se adaptam muito mais rápido, trazem uma tarimba que falta ao Brasil na Liga Sul-Americana e só têm a ajudar. Sucatzy passou anos e anos liderando o Minas, Ronald Ramón está se tornando ídolo em Limeira…
Preparar-se, aumentar o nível do trabalho, fazer valer a vaga de estrangeiro, passa por isso também, por esse trabalho de prospecção. De que adianta a economia brasileira andar de vento em popa, se os clubes não aproveitam isso?