terça-feira, 20 de setembro de 2011

NBB Sub-21, a Liga de Desenvolvimento Olímpico



Por: Colin Foster
Publicado em 18/9/2011, 11:19 pm
A principal novidade da LNB para a temporada 2011/2012, depois do anúncio da final em jogo único transmitida pela TV Globo, é, com certeza, a criação do campeonato Sub-21. E um novo nome já foi definido para ser adotado: Liga de Desenvolvimento Olímpico. A informação não é nova, mas foi pouco repercutida. Bem legal o nome, traduz o desejo da entidade em focar no futuro, nos jogos de 2016, no Rio de Janeiro.
Os detalhes do torneio você vai conferir na segunda parte da entrevista que o gerente técnico da Liga Nacional de Basquete, Sérgio Domenici, concedeu ao blog, mas já adianto aqui minha opinião totalmente favorável à LDO (já vou logo abreviando hehehe).
Ainda mais com a decisão de subirem de 20 para 21 anos o limite, o que engloba mais atletas que já esgotaram a idade juvenil, não conseguiram se firmar num elenco adulto, e têm uma nova chance de rodar num nível alto, com diferentes culturas de basquete que não apenas as de seus estados, com aqueles garotos com os quais você jogou a vida toda. Isso além dos que já vêm se destacando no adulto, caso de Jordan Burger (foto) e precisam de constante ritmo de jogo para evoluir.
Eu era a favor de se colocar um jogador acima dessa idade-limite, como é feito no futebol dos Jogos Olímpicos, mas mudei de ideia. O que temos que fazer mesmo é, com a consolidação do NBB e com a criação de mais times, criar uma segunda divisão, com possibilidade de se colocar times reservas. Flamengo B, Brasília B… aí esses garotos que mais se destacam no sub-21 podem jogar contra adultos mesmo, galera casca-grossa, que vai dar porrada e fazê-los amadurecerem.
O formato não me agrada, e também não agrada Sérgio Domenici. A primeira edição será disputada a partir de outubro, em três etapas, duas classificatórias – uma em São Sebastião do Paraíso/MG e outra em Brasília/DF - e um hexagonal final, também no interior de Minas.
“O formato de disputa está bem longe do ideal. Um jovem nesta idade deve fazer pelo menos 40 jogos de grande qualidade por ano, para que consiga se desenvolver com grande capacidade técnica. Tínhamos um recurso limitado, então a Liga achou por bem fazer e tentar evoluir do que ficar esperando a melhor situação. Foi posto um novo produto na rua, resta trabalhar para melhorá-lo a cada dia e este é um esforço que deveria ser abraçado por toda a comunidade do basquete”, destacou Domenici.
Acho que mais do que ser abraçado pela comunidade, deve ser abraçado pelos clubes. Eles que têm que valorizar essa competição e não torná-la um problema para eles mesmos.