HETTSHEIMER: "DEU VONTADE DE CHORAR"
17/5/2012
| Foto: Divulgação |
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| Rafael Hettsheimeir |
Espanha - Justamente na semana em que o técnico Rubén Magnano iria soltar a lista dos convocados para a fase de preparação da Seleção Brasileira que irá às Olimpíadas de Londres, veio a má notícia para o pivô Rafael Hettsheimeir. Com um problema de cartilagem no joelho esquerdo, o jogador do CAI Zaragoza terá que fazer uma artroscopia, simples, mas que vai tirá-lo por dois meses das quadras, 60 dias suficientementes para tirá-lo fora da lista do treinador e da possibilidade de jogar sua primeira Olimpíada. Em Zaragoza, na Espanha, enquanto aguarda a chamada do médico para fazer a cirurgia, o araçatubense conta com tristeza os momentos que antecederam à decisão.
"Deu vontade de chorar. Fiquei muito triste porque era minha meta estar com a Seleção Brasileira nas Olimpíadas, principalmente depois da nossa classificação no Pré-Olímpico. Eu só pensava em Londres", contou Rafael. Depois, lembrou com calma como recebeu que as dores que sentia no joelho eram mais graves que imagina. "A gente nunca imagina ou fica esperando em ficar contundido, principalmente em uma época de seleção. A dor é ainda maior".
Hettsheimeir vinha sentindo a contusão há mais de três meses e nos últimos jogos pelo Zaragoza vinha atrapalhando muito seus movimentos em quadra. "Quando fiz a ressonância magnética para ver o que estava acontecendo com o joelho, o médico do Zaragoza me aconselhou uma limpeza na cartilagem. Fiquei assustado com tudo. Fui até Madrid fazer uma consulta com um médico famoso aqui na Espanha, não desconfiando da capacidade do médico de Zaragoza, mas para ter uma outra opinião. E ele me falou o mesmo que o médico do clube", contou.
Rafael Hettsheimeir, considerado um dos ídolos do Zaragoza, ficou paralizado, mas confessou também que são coisas que podem acontecer a qualquer um que é atleta em qualquer esporte. "É uma cirurgia simples, mas necessária. Vou ficar em torno de dois meses me recuperando e não me dá tempo para jogar na seleção. Antes dos exames, pensei que fosse mais serio pelas dores que sentia, mas o médico me disse que em dois meses já estou pronto para jogar. Pena que estamos já na véspera de se apresentar na Seleção", lamentou.
Além da vontade de chorar por ter que tomar essa decisão, Rafael, que este ano ganhou de presente o nascimento do primeiro filho - Rafinha - o qual coloca dezenas de fotos nas redes sociais para demonstrar toda sua alegria, afirma que deu uma tristeza muito grande. "Ainda estou muito triste porque queria treinar e brigar por um lugar entre os 12 jogadores para buscar uma medalha olímpica em Londres. Jogar contra os melhores jogadores de basquete do mundo é um desafio que qualquer atleta gostaria de ter. Eu estava bem próximo disso, mas a contusão me tirou desse caminho. É triste saber que não poderei estar treinando, participando do grupo onde tenho bons amigos, mas ano que vem vou estar 100% para voltar novamente para a Seleção Brasileira e ajudar meu País em competições internacionais. Isso tenho muito orgulho de fazer isso".
próximo de completar 26 anos, Rafael Hettsheimeir, lembra também que quatro anos passam rapidamente. "Se Deus quiser vou estar no Rio defendendo o Brasil e ajudando nosso basquete a ganhar uma medalha. Até lá o Rafinha vai estar entendendo melhor o que o pai dele faz e vai ficar orgulhoso se estiver na Seleção", falou o pivô do Zaragoza e um dos heróis brasileiros na classificação da seleção no Pré-Olímpico de Mar Del Plata, na Argentina.
O pivô que começou no basquete em Araçatuba, depois se destacou no COC/Ribeirão, garante que tem muita fé e que vai estar bem logo. E espera estar em São Paulo no dia 10 de junho, data da apresentação da Seleção Brasileira para rever os amigos e levar o seu apoio a todos os companheiros. "Sou uma pessoa de muita fé. Vou ficar bem. Quero estar em São Paulo, abraçar meus companheiros. Sei que todos vão dar o máximo em cada jogo para ajudar o Brasil fazer bonito em Londres", afirmou Shaqheimeir, uma comparação que o torcedor fez dele com Shaquille O´Neal, ex-astro da NBA e da seleção americana de basquete.
Rafael também lamentou de ficar fora da seleção pelo motivo simples. Quando ele voltou para o Zaragoza e ter sido treinado na Seleção, ganhou mais espaço, virou jogador importante na equipe dele, como foi para o Brasil. "O Magnano deu muitas dicas que me ajudaram muito. Agora tenho que pensar na minha recuperação e no ano que vem voltar à seleção", concluiu.
Juarez Araújo