quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Liga Sub21 muda de nome, cresce e terá times do Nordeste em 2012 

Da famosa reunião da Liga Nacional de Basquete, uma coisa bem boa foi anunciada: o crescimento da Liga de Desenvolvimento Olímpica, que agora passa a se chamar Liga de Desenvolvimento do Basquete (LDB). A partir da próxima temporada o número de jogos por equipe aumentará (dos sete previstos para os times que não se classificam para o hexagonal para 31) e a presença de times do Nordeste também está prevista.
Sem dúvida são duas grandes notícias. A primeira edição da LDO (ou LDB) terá o seu hexagonal final disputado ainda este ano (leia matéria do site da LNB aqui), as quatro primeiras jogarão um quadrangular no Rio de Janeiro com transmissão do Sportv e há a perspectiva de crescimento para a próxima temporada. Só notícia boa, não?
Nem tanto. Como nem tudo são flores, um dos destaques da LDO deste ano, o bom Renato Junior, o Maozão, de Vila Velha, encontra-se atualmente sem time para jogar. Com as médias de 17,8 pontos, 9,7 rebotes e 15,4 de eficiência (índices que o colocam entre os quatro melhores da competição), Renato não pôde ser aproveitado pelo time do Espírito Santo e cogita até abandonar a modalidade. Obviamente isso não é culpa da Liga Nacional de Basquete, mas sim reflexo do atual estágio do basquete do país.
Não é um caso único o do Renato, e nem o último, e apenas com a criação de um circuito de base razoável meninos conseguirão visualizar o basquete como uma carreira que pode ser rentável. É uma pena que a Confederação Brasileira não tenha percebido isso, porque de verdade acho que este papel (de desenvolvimento da base) não caberia aos times da Liga Nacional de Basquete.
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Acabou o mistério: Nenê fica em Denver por cinco anos 

Acabou o mistério. Conforme este blog antecipou na semana passada, as propostas dos grandes não vieram (Dallas e Miami principalmente), e Nenê não estava muito inclinado a assinar com New Jersey Nets e Houston Rockets. Embora as propostas deste dois times fossem maiores (US$ 17 e 15 milhões por ano, respectivamente), o pivô brasileiro não quis participar de um processo de reconstrução em uma área desconhecida. Por isso renovou com o Denver Nuggets por cinco anos e US$ 67 milhões (mais de US$ 10 mi/ano, portanto).
De verdade eu acho que foi uma boa decisão. Dizer que “ele não ganhará títulos” não é, pra mim, um bom argumento (e nem justo). Indo para uma franquia grande tampouco é garantia disso (vide LeBron James), e nem sempre é a melhor maneira de se conseguir (é o tal caminho mais fácil).
O Denver tem um bom time (conseguiu, também, os reforços de Rudy Fernandez e Corey Brewer) e pode se tornar um time de médio para ótimo em pouco tempo (dependendo muito de como será o desenvolvimento de Gallinari na ala e de Mozgov no pivô). E ficando na franquia que está há nove temporadas Nenê ganha ainda mais pontos com a torcida, com a equipe (é uma baita forma de agradecer pelo carinho do clube principalmente durante os momentos difíceis, como foi o do câncer e nas lesões graves que ele teve), com a cidade e se candidata a ser o maior nome do time neste e nos próximos anos (não é impossível que pensemos em uma eventual aposentadoria de sua camisa em dez, quinze anos).
Com a renovação, Nenê soma, agora, mais de US$ 100 milhões em salários recebidos na NBA. Em seus nove anos de NBA, o pivô já recebeu mais de US$ 57 milhões. Com o novo contrato (sem falar em publicidade, hein), este montante chegará a mais de US$ 120 milhões após este novo contrato. Não faltará panetone na mesa da família Hilário neste Natal, concordam?
E aí, Nenê fez a escolha certa? Comente na caixinha!
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Em reunião, Liga Nacional critica imprensa: “imprensa foca em notícias ruins” 

A Liga Nacional de Basquete se reuniu ontem em Franca, e decidiu que os francanos receberão novamente o Jogo das Estrelas do NBB (entre 9 e 10 de março). Mas isso não foi o que mais chamou a atenção no release enviado pelo time da cidade. Vou reproduzir aqui o que foi escrito (contando ninguém acredita):
“Situação de declaração à imprensa: necessidade de um cuidado especial com a LNB, pois imprensa foca em notícias ruins”.
Aí, curioso que sou, fui olhar o regulamento e o “Manual de Normatização de Arenas e Transmissão” da LNB para ver o que exatamente a entidade pensa sobre o trabalho da imprensa (que, claro, só “foca em notícias ruins”). Encontrei coisas interessantes. Reproduzo abaixo (corrigindo os eventuais erros):
1- É proibida a presença de outras empresas de mídia, público e pessoas não autorizadas na quadra do jogo, mesmo durante os intervalos. Somente será permitido o acesso após o encerramento do sinal de transmissão, que será informado pelo produtor responsável da SporTV.
2- Não entrevistar o mesmo atleta ou membro da comissão técnica enquanto o mesmo estiver concedendo entrevista à emissora que detém os direitos de transmissão ou se posicionar atrás do entrevistado.
3- Durante o jogo zelar pela imagem produzida pela emissora que detém os direitos de transmissão. Em um pedido de tempo pela equipe requisitante ou visitante, não colocar o microfone ou qualquer outro aparato para colher o som de forma que o mesmo apareça na transmissão.
4- Caso essas solicitações não sejam atendidas o repórter deverá ser convidado a se retirar da quadra e o veículo não receberá mais autorização para fazer suas transmissões da quadra.
5- O clube mandante deverá orientar o público a sentar-se,inicialmente, no lado oposto às câmeras de TV.
Prefiro nem comentar muito a respeito, pessoal (e há mais casos, obviamente, mas prefiro poupá-los). De verdade mesmo, é um assunto chato, desgastante e repetitivo (porque não há mudanças).
Não vou ficar aqui explicando o que é jornalismo (acho que vocês são suficientemente inteligentes para saber o que é bom jornalismo e o que é jornalismo puxa-saco), mas este tipo de raciocínio da LNB (de que a imprensa só foca em notícias ruins”) é pequeno, raso e tacanho demais para uma entidade, e uma modalidade, que quer(em) crescer (e me admira que uma assessoria de imprensa séria como a de Franca emita um comunicado com estas palavras). Talvez o fato de o maior parceiro da Liga ser uma empresa de comunicação (que tanto ajuda nesta construção de pensamento único) ajude nesta pensata por parte dos representantes da Liga Nacional.
Para essa galera, imprensa boa é imprensa que apóia – como se isso fosse função, prerrogativa, da imprensa. É uma pena que assim pense a entidade que é vista como a responsável pelas mudanças no basquete brasileiro.
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Alto-falante: armador Chauncey Billups ainda está revoltado com ‘anistia’ dos Knicks 

“Estou cansado de ser visto como o cara que vem pra arrumar a casa. Estou cansado de ser o bom menino também. Eu não mereço o tratamento que tem sido dado a mim nos últimos anos, não. Sinto-me um abençoado por tudo o que conquistei no basquete, mas estas atitudes (mudanças abruptas de time) têm me irritado muito ultimamente. Se eles (os dirigentes) acham que eu estou em paz com isso, é bom dizer que não, não estou satisfeito com a situação, não. Agora eu quero ter a chance de controlar o meu destino e escolher meu próximo time. Sei que tem muito time me olhando e dizendo: ‘olha lá o Billups, ele pode vir aqui e ensinar os nossos garotos’, mas não é isso que eu quero. Vou atrás de um time bom e que queira ganhar um título”
A declaração é de Chauncey Billups, armador anistiado (se você quiser ler dispensado também pode) pelos Knicks na última semana (17,5 pontos e 5,5 rebotes na última temporada), ao Yahoo Sports. O craque de 35 anos, campeão pelo Detroit em 2004, agora quer liberdade de escolher o seu próximo e provavelmente último destino na NBA.
O Los Angeles Clippers se mostra interessado, e pode levá-lo para a Califórnia ainda nesta tarde.
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Com trio de luxo, Knicks procura peças para preencher o elenco na NBA 

Todo mundo já sabe que o New York Knicks contratou o pivô Tyson Chandler para essa temporada da NBA, né. Com as permanências de Carmelo Anthony e Amare Stoudemire (os três na foto, vejam só) e a vinda de Mike Bibby para a armação (Chauncey Billups teve que ser “anistiado” para que Chandler viesse), até que o time titular de Mike D’Antoni não fica ruim (além dos quatro citados, Landry Fields completa o quinteto).
O problema vem do banco de reservas. O que se comenta nos sites americanos é que os Knicks estão correndo para trazer Jamal Crawford para comandar o segundo time (trocariam por Toney Douglas). Mesmo assim é pouco, de verdade. O time renovou com o insosso Jared Jeffries, tenta trazer novamente Shawne Williams e tem no calouro Iman Shumpert, de Georgia Tech, uma esperança de renovação na ala e na armação. Isso que nem citei os Bill Walker e Renaldo Balkman da vida, hein.
Vamos combinar? É muito pouco para um time que deseja ir longe, bem longe. E se olhasse menos grife e mais basquete, os Knicks poderiam ter trazido Shane Battier, baita defensor que foi para o Miami Heat por meia mariola mordida e um pedaço de panetone.
A temporada passada deveria deixar lições para os Knicks. Nos playoffs, o time sofreu com as lesões de Billups e de Amare Stoudemire, e foi varrido por um Boston Celtics que estava bem longe de estar no auge. E já nesta pré-temporada o recado é o mesmo: Carmelo Anthony machucou o joelho e perderá alguns treinamentos. Com um grande quinteto titular o time de Nova Iorque pode ir, sim, muito bem na temporada regular, mas precisará rezar muito para que nada de ruim (contusões) aconteça antes ou durante os playoffs.
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Pedra cantada: Bábby se desentende e rescinde contrato com Franca 

Não durou seis meses o casamento entre Bábby e Franca. Contratado no dia 18 de junho para ajudar a melhorar o garrafão francano, o clube e o pivô devem por um fim ao relacionamento pra lá de conturbado neste período nesta terça-feira.
Ainda não é oficial, ainda não foi divulgada nenhuma nota, mas o que se comenta em Franca é que depois de seguidos desentendimentos entre ele e Hélio Rubens (o mais grave aconteceu no Pinheiros, em São Paulo, quando o jogador discutiu de maneira áspera e pouco educada com o técnico) o jogador irá rescindir o contrato com a equipe ainda esta semana.
Para quem não se lembra, o pivô não era unanimidade em Franca antes mesmo de sua chegada. Teixeira (na foto ao lado do atleta), presidente do clube cuja habilidade com as palavras e com a gestão é contestável (é bom que se diga), disse em uma entrevista que não gostaria de trazer o jogador por conta de seu relacionamento com companheiros e técnicos. Além disso, o lado pessoal do atleta também pesou. Pelo que este blogueiro conseguiu apurar, Bábby cogita até mesmo “abandonar o basquete” enquanto o lado familiar não for completamente ajustado.
Lembrando que, de acordo com o artigo 5.3, letra K, “o atleta que atuar por um clube no NBB 2011/2012, não poderá, nesta mesma competição, atuar por outra equipe”. Ou seja: caso realmente leve a atitude adiante, Bábby não jogará mais nesta temporada do torneio nacional.
É uma pena, mas a cada dia que passa a carreira de Bábby, com quem sempre mantive uma relação educada e respeitosa, que se desenhava brilhante no basquete universitário, vai ficando pelo caminho como uma série de confusões e desentendimentos com clubes, técnicos e jogadores. Em menos de três anos ele passou por Flamengo, Paulistano, de novo no Flamengo e agora em Franca. Não se firmou em nenhum, e agora verá um mercado cada vez mais reduzido.
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Da Prancheta: Santo André marca apenas 11 pontos no segundo tempo na estreia da LBF

11 – Foram os pontos de Santo André, o atual campeão da Liga de Basquete Feminino, no segundo tempo da estreia de hoje na segunda edição da LBF. Com o desempenho, definido por Micaela (foto) como ‘Misericórdia: um terror’, o time de Laís Elena perdeu para Catanduva por 55-42 em um jogo que teve uma eficiência baixíssima (somadas, as duas equipes tiveram 83 – prova de que a qualidade técnica deixou a desejar).
Depois de um primeiro tempo até certo ponto razoável, os dois times perderam a linha na segunda etapa. Ao todo foram 47 erros, 8/32 nos três pontos (25%) e apenas 17 assistências. Difícil se animar assim, não? Como disse Micaela, ‘Misericórdia’.
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Indiana Pacers contrata David West e time começa a ganhar força 

O mercado da NBA meio que se voltou para Dwight Howard, Chris Paul, Nenê e Tyson Chandler, né. Mas quem parece ter ido bem às compras foi Larry Bird, manda-chuva do Indiana Pacers. Trouxe George Hill, útil ala-armador do San Antonio Spurs (11,6 pontos) e ontem assinou contrato de dois anos com o ótimo ala-pivô David West (foto). O ex-jogador do New Orleans Hornets (18,9 pontos e 7,¨6 rebotes em 2010-2011) assinou por US$ 20 milhões e deve ser a principal arma ofensiva do garrafão da franquia.
E, apenas num exercício teórico, temos o seguinte time titular nas mãos de Frank Vogel: Darren Collison (13,2 pontos e 5,1 assistências em seu primeiro ano como um titular na NBA), Hill, Danny Granger (o “cara” dos Pacers joga muita bola e teve 20,4 pontos na temporada passada), West e Roy Hibbert, pivô que mostra clara evolução na liga. Além deles, estão no elenco o interminável-e-útil Jeff Foster, Tyler Hansbrough (gosto dele!), Brandon Rush e Paul George.
Nomes como O.J. Mayo (em troca com Josh McRoberts), Andrei Kirilenko e Carl Landry ainda são comentados como possíveis reforços dos Pacers para a temporada que começa no dia 26 de dezembro contra o Detroit Pistons em casa. Aliás, até 2 de janeiro de 2012 a tabela reserva duelos que podem fazer do Indiana um time ainda mais confiante. Toronto, o próprio Detroit e os Nets (dependendo dos reforços que não vierem, claro), além de Cleveland em Indianápolis estão no calendário. Depois, duas pedreiras na estrada (Miami e Boston).
Não duvidem. Com Larry Bird no comando e David West e Danny Granger na quadra os Pacers virão fortíssimos nesta temporada. O elenco é atlético, tem boa técnica e muita juventude. É bom ficar de olho.
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Atual campeão, Santo André estreia e quer a segunda vitória dos mandantes na LBF 

Acontece hoje a segunda rodada da Liga de Basquete Feminino, a LBF. Em Blumenau, o time da casa tenta se recuperar da derrota da estreia contra Catanduva (46-66) diante do Basquete Clube, de Araçatuba. Mas o grande jogo da rodada acontece no ABC Paulista e terá transmissão do Sportv a partir das 19h.
Em Santo André, as atuais campeãs recebem Catanduva para um jogo de times completamente diferentes (as andreenses são mais cadenciadas; as comandadas de Édson Ferreto, um pouco mais, digamos, animadas para a correria) e com um ingrediente especial: depois de três jogos, apenas um time mandante venceu na LBF. Em seus domínios, São Caetano e Blumenau perderam na abertura, e apenas Americana fez as honras da casa.
Para isso, Laís Elena conta com a base que conquistou a primeira edição da LBF (a sensacional cubana Ariadna, Micaela, Êga e Simone), dos reforços de Nádia e Jacqueline e das subidas de produção das jovens Cacá e Vanessa (estiveram no Mundial Sub19 no Chile neste ano) para manter a taça em Santo André.
De verdade eu espero que seja bem melhor que a peleja de sábado entre Americana e Ourinhos. Que Santo André e Catanduva nos brindem com um espetáculo, que se não pode ser de altíssimo nível devido ao começo de temporada e à qualidade das equipes, ao menos razoável em termos de consciência e análise na quadra.
Não é pedir muito, é?
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Alto-falante: chateado, Kobe Bryant reclama da saída de Lamar Odom dos Lakers 

“Para ser sincero com você eu não tenho gostado, não tenho gostado mesmo. Você está falando sobre o melhor 6º homem da NBA na temporada passada e do time que nos eliminou. Ele jogou pra caramba conosco, e eu não entendo esta crítica toda em cima dele e do nosso elenco. Odom jogou o seu melhor campeonato conosco em 2010-2011, e eu não entendo de onde as críticas vêm. Para dizer a verdade, eu estou realmente puto. E acho que Mark Cuban (dono do Dallas Mavericks) não quis vetar esta transferência, né”
A declaração é de Kobe Bryant, em entrevista coletiva concedida ontem no El Segundo, o centro de treinamento do Los Angeles Lakers. O ala está bem, digamos, chateado com as atitudes tomadas pela franquia nos últimos dias, e ontem falou sobre a saída de Lamar Odom, seu companheiro de batalhas desde 2004, para o Dallas Mavericks (o técnico Rick Carlisle, por sua vez, disse que a chegada de Odom faz do Dallas um time ainda mais completo). Pelo que se comenta, já foi mais amigável o relacionamento de Kobe tanto com Pau Gasol e com Mitch Kupchak, gerente-geral da franquia.
E algo me diz que deixar a principal estrela dos Lakers chateada não é um bom sinal. A não ser que o clima mude rapidamente, será uma longa temporada curta em Los Angeles a partir do Natal. Este é um bom assunto para uma Twitcam, concordam? Então vamos nessa. Na quarta-feira, às 20h estarei aqui para bater um papo com vocês sobre isso e muito mais!
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