quinta-feira, 6 de outubro de 2011


Mais um pouco sobre os torneios de base da Confederação Brasileira

Ontem falei um pouco aqui sobre a convocação da seleção Sub15, e o assunto rendeu pacas. E como não havia falado sobre o título de São Paulo no Brasileiro Sub17 (a média de diferença de pontos sobre as rivais foi de incríveis 72 – se alguém ainda tinha dúvidas sobre o fato de a concentração de forças em apenas uma localidade ser boa para o basquete, acho que está aí uma prova, né), acho importante abordar novamente o assunto sobre as divisões de base no país.
Acho que é incontestável que São Paulo faz o melhor basquete do país, mas fui consultar a Confederação Brasileira a respeito de alguns temas. Vejam o que eles me responderam.
BALA NA CESTA: Havia alguém da parte técnica da Confederação Brasileira no RS para o Brasileiro feminino Sub17?
CBB: A CBB não enviou ninguém e a Janeth estava com a seleção adulta.
BALA NA CESTA: Há alguma perspectiva de mudança em relação ao regulamento dos Brasileiros? Pergunto isso por um exemplo simples: a Maria Claudia foi formada pelo Maranhão e joga a competição por São Paulo.
CBB: Com certeza é uma questão importante que será analisada no regulamento para o próximo ano.
BALA NA CESTA: Vejo no site da CBB que há torneios da 2ª divisão em atraso desde já (os Brasileiros Sub19 feminino e masculino da 3ª divisão deveria ter sido disputado em agosto). Torneios da 2ª e 3ª divisões não serão mais disputados este ano, ou estão apenas atrasados?
CBB: Não temos ainda uma definição. Estamos aguardando alguns detalhes do Ministério e algumas sedes. A relação do Ministério do Esporte e os torneios de base da CBB se dá através da Lei de Incentivo do Esporte. A CBB aprova seus projetos através desta Lei e, dentre eles, estão os torneios de base, o que lhe dá direito a captar o recurso junto a empresas parceiras. Se o montante captado não for correspondente ao aprovado é necessário que o projeto volte ao Ministério para que haja análise de readequação do plano de trabalho. O que é feito em reuniões mensais. Esta análise de readequação do plano de trabalho é o que pode levar a alteração nas datas dos torneios de base.
Acho que não preciso dizer que esta última resposta é a mais importante que me foi dada pela Confederação Brasileira. Entendo e respeito o processo de captação de verba por parte da Confederação junto ao Ministério, mas acho absolutamente lamentável que torneios de base deixem de acontecer (veja aqui um post em que abordei o tema) por causa disso.
E se digo isso é justamente pelo fato de que a CBB possui um orçamento de mais de R$ 20 milhões, grande o suficiente para no mínimo planejar seus custos e não deixar faltar o essencial às divisões inferiores. Se a entidade não consegue realizar sequer seus Brasileiros de Base, quando será que ela conseguirá dar o passo seguinte, que seria a criação de um circuito nacional de clubes, algo maior e com resultados práticos para as agremiações e atletas?
por Fábio Balassiano às 11:34