segunda-feira, 17 de outubro de 2011


Entendendo esporte no Brasil através da relação ONG/Ministério

O Fantástico, da Rede Globo, mostrou ontem ótima reportagem sobre o mau uso das verbas públicas do Programa Segundo Tempo, do Ministério dos Esportes, comandado por Orlando Silva (foto), que estampa matéria de capa da Revista Veja (leia aqui o conteúdo e aqui o comentário de Juca Kfouri a respeito). Para quem lê o Blog do (brilhante) José Cruz, aqui mesmo no UOL, não houve tanta novidade assim, mas o que se viu neste domingo chocou da mesma maneira (clique e veja aqui).
Uma das Organizações Não Governamentais investigadas é a “Bola Pra Frente”, de Karina Rodrigues, ex-jogadora (das bolas) de basquete feminino na década de 90 aqui no Brasil que é uma das “campeãs” no recebimento de verbas do Programa Segundo Tempo do governo federal.
Nem vou entrar no mérito de todas as questões envolvidas porque está tudo na matéria do Fantástico, mas fico absolutamente triste ao ver como a relação entre Ministério dos Esportes e ONG’s, que recebem dinheiro do ME aos montes (absurdo, não?), não é baseada em fiscalização e bom uso das verbas públicas (isso sem falar no dia-a-dia com as crianças que deveriam ser beneficiadas do projeto). Não surpreende, mas obviamente causa indignação.
Como bem lembra o Cruz em seu blog, as notícias não são novas (datam de 2007 as primeiras divulgações), mas causa desânimo total ver que até hoje nada foi feito pelos órgãos responsáveis. Além disso, o mínimo que o Ministério dos Esportes deveria fazer em relação ao Programa Segundo Tempo seria uma revisão total, conferindo uma fiscalização da distribuição da verba pública e uma transparência em relação a utilização da mesma.
O problema é que pedir o mínimo no Brasil parece ser pedir demais, não? É uma pena.
por Fábio Balassiano às 00:43