terça-feira, 27 de novembro de 2012

ENTREVISTA: WYTALLA MOTA, MVP DO SUL-AMERICANO SUB-15 FEMININO


27/11/2012
Foto: Divulgação CBB
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Wytalla é ala da Seleção Brasileira Sub-15 que conquistou o título invicto do Sul-Americano Sub-15
Americana, SP - Wytalla Mota, de 15 anos, desembarcou no Brasil neste domingo (25), mais velha e com a mala mais pesada. Wytalla é ala da Seleção Brasileira Sub-15 que conquistou o título invicto do Sul-Americano Sub-15 e garantiu a vaga na Copa América Sub-16 de 2013. Além da medalha de ouro, Wytalla Mota trouxe mais três troféus para o Brasil: o de MVP (jogadora mais valiosa), cestinha e melhor nos lances-livres. A ala falou da campanha vitoriosa do Brasil, de sua vida e os planos para o futuro.

1) Qual a emoção do primeiro título pela seleção brasileira?
Wytalla:
 A emoção é muito grande. Estar no grupo já é inexplicável, com esse título é fantástico. Espero repetir essa experiência muitas e muitas vezes. O grupo todo batalhou e estou feliz que alcançamos o objetivo.

2) O que achou do desempenho do Brasil na competição?
Wytalla: 
Crescemos muito dentro da competição, acredito que tenha sido um dos principais fatores que nos levaram ao título. Vencemos jogos que considerávamos difíceis contra a Argentina, na terceira rodada, e a Venezuela, na final. Foi uma grande competição e o título merecido.

3) Qual foi o ponto forte do Brasil no Sul-Americano?
Wytalla:
 Acredito muito na frase: 'A união faz a força'. Com certeza, a nossa seleção estava muito unida. Não só as meninas, mas a comissão toda. O técnico (Júlio Patrício) nos dizia o que fazer e nós íamos atrás da bola. Provamos que quando se quer uma coisa é só ir atrás.

4) MVP (jogadora mais valiosa), cestinha e a melhor nos lances-livres. Você imaginava que poderia ir tão bem na sua primeira competição?
Wytalla:
Nunca imaginei nem perto disso. Nós queríamos muito ser campeãs, as outras conquistas foram o algo mais. Estou extremamente contente. Treino muito no clube e não fiz diferente na seleção. O resultado foi muito mais do que o esperado.

5) Para quem você dedica esses troféus?
Wytalla:
 Para meu avô e minha técnica. Meu avô sempre me incentivou muito a ir atrás dos meus sonhos. A Anne Sabatini, [assistente técnica da Seleção Sub-15 Feminina] minha técnica em Americana, foi quem me ensinou muito no basquete.

6) Qual é o seu diferencial como jogadora?
Wytalla:
Sou bastante veloz, gosto de correr e cortar, além de fazer cesta. Mas acho que meu papel na seleção é o de ajudar. Estou sempre disposta a fazer qualquer coisa para contribuir com a equipe.

7) Como foi treinar com o técnico Júlio Patrício?
Wytalla:
 Não conhecia o trabalho dele, mas amei. Ele é um ótimo professor e muito guerreiro. Ele lutou junto com a gente e sei que se pudesse também entrava na quadra. Aprendemos o que precisávamos sem pressão. Espero ter a oportunidade de trabalhar com ele novamente.

8) Qual a primeira coisa que fez ao saber que foi convocada para a Seleção Sub-15 Feminina?
Wytalla:
 Fiquei sabendo pelas minhas amigas da convocação. Elas me ligaram dizendo que meu nome estava no site da CBB. Não acreditei. Corri para casa e minha família estava me esperando com uma festa surpresa. Foi maravilhoso.

9) Como foi comemorar o aniversário, no dia 14 de novembro, na Venezuela, longe da família e dos amigos?
Wytalla:
 Foi muito bom. Ganhei o melhor presente que poderia imaginar nos meus 15 anos. Começou com a convocação, o título de campeã e depois o de melhor jogadora. Quando chegamos no domingo, minha família estava me esperando com outra festa surpresa. Não podia ser melhor.

10) O basquete sempre esteve nos seus planos?
Wytalla:
 Com 7 anos, comecei a jogar e desde o início gostei muito. Sei que sou nova, mas não me vejo fazendo outra coisa. O basquete já está na minha rotina e é o que sei fazer de melhor.

11) O que achou de Caracas (Venezuela) e teve alguma dificuldade?
Wytalla:
 Foi minha primeira viagem para o exterior. Caracas é grande e agitado, mas gostei bastante. Tive um pouco de dificuldade com a língua e a comida. Quando achava que uma comida era doce, na verdade era salgada e vice-versa (entre risos).

12) Quando não está treinando ou jogando, o que você gosta de fazer?
Wytalla:
 Gosto muito de ficar em casa. E como não tenho muito tempo livre, aproveito para estudar. Também gosto bastante de ficar na internet batendo papo com meus amigos e escutar música.

13) Que tipo de música você gosta?
Wytalla:
Adoro pagode e funk. Escuto pagode e quando saio com minhas amigas, dançamos funk. Adoro a batida do funk. Mas meus cantores preferidos são o Péricles e o Thiaguinho.

14) Se não for atleta, o que gostaria de ser?
Wytalla:
Não penso nisso. Amo basquete e não quero fazer nada diferente. Claro, que quando era mais nova já pensei em ser professora ou advogada. Mas quero é jogar basquete. Inclusive, quero demorar para casar. Meu planejamento para o futuro é chegar na Seleção Brasileira Adulta. Não tem muito espaço para outras coisas.

15) Tem alguma superstição antes das partidas?
Wytalla:
Não tenho nenhum ritual específico. Mas antes de entrar em quadra, sempre oro a Deus. Peço para que consiga por em prática o que sei e treinei.