30/07/2012
Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBB
Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBB
Anderson Varejão marcou 12 pontos e pegou 7 rebotes contra a Austrália.
Anfitriã dos Jogos Olímpicos, a Grã-Bretanha conta com dois jogadores da NBA: Luol Deng, importante peça do Chicago Bulls, e Eric Boateng, do Denver Nuggets. Deng foi o cestinha do time na partida de estreia contra a Rússia – derrota por 95 a 75 –, com 26 pontos. Ex-NBA, Pops Mensah-Bonsu fez 22 pontos e ainda apanhou 10 rebotes. Joel Freeland, do Unicaja (ESP), anotou um duplo-duplo, com 13 pontos e 10 rebotes.
Apesar desta ainda ser a segunda participação em Olimpíada da Grã-Bretanha, o ala-pivô Anderson Varejão, autor de 12 pontos e 7 rebotes na vitória por 75 a 71 sobre a Austrália, na estreia, prega atenção contínua.
“É o jogo mais importante para nós nesse momento porque é o próximo. Temos que estar focados durante os 40 minutos e errar menos do que contra a Austrália, temos que ter mais altos do que baixos”, analisou o jogador do Cleveland Cavaliers, da NBA. “Temos que fazer o fato de jogarem em casa ir contra eles, de ser uma pressão a mais. Vamos jogar duro, da mesma maneira como fizemos contra a Austrália”.
Outro destaque da estreia do Brasil foi o pivô Tiago Splitter, autor de 7 pontos e 7 rebotes. Ele participou de uma importantíssima rotação no garrafão junto a Nenê e Guilherme Giovannoni. No total, eles marcaram 31 pontos combinados e apanharam 21 ressaltos. Splitter acredita que esse possa vir a ser novamente o trunfo da seleção contra a Grã-Bretanha.
“Todo time que pode revezar jogadores e manter o ritmo tem maiores chances de ter sucesso. O Rubén Magnano tem tido essa possibilidade de trocar os pivôs e estar sempre com um bom nível. Não importa quem vai começar, o importante é que quem entra no jogo vai tão bem ou melhor do que quem começou. O Nenê e o Anderson foram muito bem na estreia, e será importante que nós rodemos bem para vencer a Grã-Bretanha”, analisou.
Um fato curioso do duelo desta terça é que estarão frente a frente os anfitriões das Olimpíadas de 2012, a Inglaterra, e de 2016, o Brasil. Um dos jogadores mais identificados com a torcida, Varejão relembra a felicidade quando, em 2010, foi feito o anúncio do país-sede dos próximos Jogos.
“O foco está todo aqui, mas a vontade de jogar em 2016, no Rio de Janeiro, é muito grande. É algo muito importante para o esporte no Brasil sediar uma atração mundial como a Olimpíada. Mas quero chegar lá em grande estilo, depois de uma ótima campanha aqui em Londres”, destacou.