quarta-feira, 13 de junho de 2012

RAFAEL LUZ: "DEFENDER O BRASIL É UM ORGULHO"

13/6/2012
Foto: Gáspar Nobrega/Divulgação CBB
Rafael Luz fez parte da campanha do Pré-Olímpico
Armador da Seleção Brasileira que está na Argentina para a disputa do 45º Campeonato Sul-Americano, Rafael Luz, de 20 anos, nasceu e cresceu ouvindo muitas histórias sobre basquete. Filho do ex-técnico Nélson Luz e irmão de três ex-jogadoras, a campeã mundial Helen, Cinthia e Silvinha, aos cinco anos ele iniciou a prática do esporte e aos 15 já era convidado para atuar na Espanha, onde começou no Unicaja e há três anos defende o Alicante Lucentum. 

Luz também participou da campanha que levou a seleção masculina a uma Olimpíada após 16 anos, ao terminar com o vice-campeonato do Pré-Olímpico de Mar Del Plata (ARG). Consciente do que ainda irá evoluir, Rafael Luz sonha em se tornar uma referência em sua posição, assim como Marcelinho Huertas, por quem sempre teve "grande admiração".

O basquete sempre foi seu esporte preferido?

Eu nem andava, mas já sabia que meu brinquedo era uma bola de basquete. Com cinco anos comecei a treinar em escolinhas em Araçatuba e quando mudei para Jundiaí, já estava no pré-mini na Esportiva de Jundiaí.


O que você espera da participação no Sul-Americano?

Eu penso em ir bem no Sul-Americano, ajudar o Brasil a ganhar a vaga para a Copa América que é classificatória para o Mundial de 2014. E se tudo der certo e o Magnano me quiser na Seleção Olímpica, estou sempre pronto para atender a convocação.

Qual é o seu ídolo?
Gosto muito do estilo do Dirk Nowitzki (ala-pivô do Dallas Mavericks). Foi o jogador que mais me chamou a atenção quando comecei a ver jogos da NBA, especialmente pelo que ele é capaz de fazer mesmo sendo muito alto. Depois é Omar Cook, que foi um armador que tive o privilégio de jogar com em Málaga por dois anos. Aprendi muito com ele. Também tenho uma grande admiração pelo jogo do Marcelinho Huertas e o Priggione (armador argentino que joga na Espanha).


Você enfrentou o Marcelinho Huertas nos playoffs. Como foi?

Sempre tive um enorme respeito pelo Marcelinho por tudo que ele já fez pelo basquete brasileiro e por ser um grande jogador. Mas em quadra tenho que fazer minha parte e tentei fazer melhor que ele. Encarei como um adversário igual aos outros. E ele saiu vencedor porque o Barcelona é a grande equipe.


Como foi seu início na Espanha? 

Tive muita sorte porque o técnico do Málaga, quando cheguei, era o Aíto Garcia. Ele é um treinador que gosta muito de trabalhar com jovens. Depois de me ver treinar algumas vezes, ele pediu minha contratação.


Como foi participar da campanha de uma equipe que temia ser rebaixada e acabou disputando os playoffs da Liga ACB?

Foi uma surpresa. Nosso time, na teoria, foi montado para lutar contra o rebaixamento, mas com muito trabalho e união do grupo conseguimos fazer uma equipe bem entrosada e lutadora. As vitórias foram acontecendo e acabamos surpreendendo muita gente.

Qual é a explicação desta boa campanha?

Acho que a vontade de todos em ganhar e a boa relação das pessoas do clube. É um clube pequeno, mas muito unido e isso fez com que a gente jogasse em um bom nível durante quase todo o campeonato. Isso foi fundamental.


Como é ser irmão de três ex-jogadoras de basquete?

É um privilégio muito grande. Acho que tive sorte de ter nascido em uma família que sempre jogou basquete. Tenho muito orgulho das minhas irmãs e vou tentando chegar no nível delas.


Como você vê o grupo da Seleção Brasileira? 

É um orgulho muito grade vestir a camisa da Seleção e ter companheiros já consagrados na Europa e NBA, melhor ainda. Dividir esses momentos com pessoas tão reconhecidas no nosso esporte é uma satisfação muito grande.

Você faz planos para o futuro?

Quero melhorar cada temporada, me firmar bem na Europa e ir aos poucos me tornando um jogador consolidado. E sempre quero defender a Seleção Brasileira que sempre é um motivo de muito orgulho.